10 autores clássicos para ler antes de morrer

Com certeza você já se viu pesquisando “livros pra ler antes de morrer”, “grandes autores clássicos e suas obras”, afinal quanto mais a gente se perde nas páginas, mais longe na história da literatura a gente quer ir, né?

Pra te dar uma ajudinha no seu checklist de autores incríveis, aqui vai uma listinha com 10 autores clássicos pra começar a ler hoje! Prepara os petiscos, o café e vem conhecer esses ícones!

Clarice Lispector

Musa, diva e maravilhosa são poucos adjetivos pra descrever Clarice Lispector. Ela é um dos gênios da nossa literatura nacional, nascida na Ucrânia e naturalizada brasileira, Clarice traz traços cheios de brasilidade à sua obra.

Seus livros são romances, contos e ensaios que abordam tramas essencialmente psicológicas atreladas a rotinas aparentemente simples. O objetivo de Clarice é explorar a mente humana, suas divagações mais íntimas e a consciência. Pra vocês terem uma ideia do teor complexo da coisa, alguns personagens nem mesmo tem um nome e mesmo assim você se envolve profundamente em suas reflexões. Meio Black Mirror, né não?

Dica marota: Comece com “Perto do Coração Selvagem” que foi o romance de estreia da autora e não deixa de ler “A Hora da Estrela”, a frase pra você nesse livro é “Clarice, você ta fazendo um jogo comigo?”

Confira uma bela citação dessa autora na caneca Liberdade!

Charles Bukowski

Mais um naturalizado, o Velho Buk nasceu na Alemanha e “virou” norte-americano. Agressivo, inconformado e dono de uma obra brutalmente realista. Claro que com uma receita dessas, o cara virou ícone de uma geração inquieta que encontrou em sua obra um verdadeiro refúgio.

O estilo é autobiográfico, repleto de descrições de bebedeiras, relacionamentos rasos, miséria, e por aí vai. Quem gosta de ironia, literatura livre e da realidade nua e crua, é só ler Buk e ser feliz.

Dica marota: “Misto Quente” é aquele livro que tu tem que ler pra ontem e também “Notas de um velho safado” te ajuda a conhecer melhor esse autor nada convencional. Salve, Chinaski! Entendedores entenderão.

Aqui está a camiseta Velho Bukowski bem no estilo do próprio!

Edgar Allan Poe

Vamos sair do realismo e mergulhar no terror, meus amigos. Poe é dono de uma obra gótica, que aborda a morte de forma rica. Ele curtia mesmo eram as entrelinhas, dizia que “trabalhos com significados óbvios deixam de ser arte”.

O autor foi importantíssimo para a literatura policial e de horror, grande influenciador de outros autores dos gêneros também. Criticado e aclamado, Poe era 8 ou 80 mesmo e sua obra o tornou imortal (apesar de sua morte ainda ser um mistério, no estilo que ele mesmo escrevia #medo).

Dica marota: “O Corvo” que é um poema que fala da morte, isso mesmo que você pensou. E como esquecer de “O Gato Preto”, um conto que traz múltiplas interpretações e que inclusive foi parar no cinema.

O poster Chat Noir retrata bem o jeito Poe, dá uma olhada!

Fernando Pessoa

Caindo de paraquedas na poesia do queridíssimo Fernando Pessoa! Poeta, portuga e cheio dos codinomes. Sim, ele é o rei dos pseudônimos e nem os mais estudiosos já conseguiram mapear todas as suas “personalidades”. O estilo de Pessoa é plural e em seus pseudônimos mais famosos, ele conseguiu mostrar em perspectivas diversas seu modo de ver a vida.

Escreveu como poeta, com o próprio nome. Se disse engenheiro, com uma obra toda futurista e simbolista. E até médico, todo trabalhado no bucolismo! Sem falar de um simples cidadão com pouca formação e uma escrita concreta. Dá-lhe imaginação e talento pra uma pessoa só, né? Sem dúvidas Fernando Pessoa é um monstro na história da literatura.

Dica marota: Ler os pseudônimos Álvaro de Campos, Ricardo Reis, Alberto Caeiro e Bernardo Soares. E depois ficar imaginando como tantas personalidades habitam um único ser humano.

Clica aqui pra se apaixonar pelo sketchbook Fernando Pessoa.

William Shakespeare

Voltando no tempo direto para o século XVI pra falar do dramaturgo mais influente da história! Shakespeare quase dispensa apresentações, mas vamos lá. Pouco se sabe sobre a vida privada deste escritor britânico, dizem que se casou, morou em Londres, foi dono de uma companhia de teatro chamada Lord Chamberlain’s Men. Mas ainda muito se questiona sobre sua aparência real, sua sexualidade, sua morte e a autenticidade de algumas de suas obras.

O vocabulário de suas produções abarca quase 30.000 palavras, uma linguagem refinada e temas diversos, comumente divididos entre tragédias, comédias e dramas históricos. Shakespeare vai testar sua capacidade de leitura, sério.

Dica marota: “Romeu e Julieta” parece clichê, mas não deixe de ler porque a obra real sempre surpreende quem só conhece de cinema, vai por mim. As tragédias “Macbeth” e “Hamlet” também são incríveis. Ah e a comédia “Sonho de uma Noite de Verão”, que virou teatro de rua pelo mundo todo.

Franz Kafka

O alemão Franz Kafka foi considerado um dos autores clássicos mais influentes do século XX, tão influente que sua escrita inspirou a criação do termo “kafkiana” que remete a elementos de suas obras mais famosas. É mole ou quer mais?

Nas obras desse homem você encontra burocracia, conflitos físicos e psicológicos, relações de poder e misticismo. Uma curiosidade é que Kafka não terminou nenhum romance maior e queimou quase 90% da sua própria obra (#morta). Se tivéssemos que enquadrar o escritor em um estilo seria impossível, ele viaja entre modernismo, existencialismo, surrealismo e “realismo mágico”. Um liquidificador de cultura mesmo.

Dica marota: “A Metamorfose” é o livro mais louco que você vai ler por um tempo, “O Castelo” e “O Processo” também são obras primas.

Olha só a caneca Kafka baseada em A Metamorfose.

Sir Arthur Conan Doyle

A mente por trás do detetive mais brilhante de todos os tempos. Sim, estou falando do egocêntrico Sherlock Holmes e não poderia esquecer do simpático (e amor da minha vida) Doutor John Watson. Conan Doyle criou mais 50 histórias envolvendo o famoso detetive e outros romances históricos, peças e poesias com assuntos variados.

Unanimemente considerado um gênio do gênero ficção policial, apresentou ao mundo o que ele chamava de “ciência da dedução” e fez o público se apaixonar por protagonista egocêntrico, absurdamente inteligente e nada sociável. Se você gosta do gênero e ainda não leu Conan Doyle sua vida não está completa.

Dica marota: “Um Estudo em Vermelho” foi o primeiro livro e já dá o recado, mas você só vai ser feliz depois que ler “O Último Adeus de Sherlock Holmes”, certamente vai terminar com um queria estar morta genuíno. “O Cão dos Baskervilles” e “O Vale do Medo” também merecem um lugarzinho na sua estante.

O poster Sherlock Holmes tá aqui, cheio de referências!

Jane Austen

Com toda a classe, ela a rainha do romance: Jane Maravilhosa Austen. Imagina a dificuldade em retratar a mulher, o casamento e a educação na Inglaterra gregoriana? Essa mulher conseguiu trazer tradição, ironia e uma sutileza impressionantes.

Jane Austen consegue, em sua obra, clamar por uma educação liberal para a mulher, mostrando que suas protagonistas pouco se encaixavam em padrões impostos na época.

Dica marota: “Orgulho e Preconceito” pode soar como um romance típico e tal, mas Elizabeth Bennet te conquista logo. Sem falar de Mr. Darcy, nem vou dar spoiler. Apesar de você certamente já ter tido algum, porque essa obra já foi adaptada várias vezes para o cinema.

Machado de Assis

Em terras brasileiras nasceu Joaquim Maria Machado de Assis, um dos nomes mais importantes da nossa literatura. Em pelo século XIX, negro, de origem humilde, estudou por conta própria, ocupou diversos cargos públicos e acabou por fundar a Academia Brasileira de Letras. Além de ter presenciado a queda da monarquia e ter feito críticas políticas importantes ao longo da nossa história.

Machado tem obras em praticamente todos os gêneros e é difícil de enquadrar. Mas a gente acha conteúdo realista, elementos clássicos, pitadas românticas, uso da memória em narrativas e até um quê moderno. Tudo isso gerando reflexões impressionantes sobre a condição ser humano.

Dica marota: Nunca te pedi nada, leia “Dom Casmurro” e fique o resto da sua existência se remoendo sobre Capitu. E dá um jeito de encaixar “Memórias Póstumas de Brás Cubas” na sua listinha também. Obrigada, de nada.

Falando em Dom Casmurro, olha a garbosidade irresistível da camiseta Capitu!

George Orwell

Já que é pra tombar… Em períodos de crise política não há nada melhor do que ler Orwell, gente. Na verdade ele se chamava Eric Arthur Blair, mas adotou um pseudônimo e ganhou o mundo. Romancista, ensaísta político e jornalista, com ênfase em ensaísta político. O legado que o autor deixou sobre a cultura popular e a política permanece até os dias atuais, e deve continuar por um bom tempo.

Sua escrita irônica, bem-humorada e metafórica, traz críticas muito bem construídas ao ser humano e à sociedade como um todo. É inevitável ler Orwell e não fazer uma análise de relações de poder e como isso afeta nossa condição socialmente humana. É literatura pra quem curte uma crítica bem construída, muito bem construída por sinal.

Dica marota: “1984” é a maior distopia que a gente respeita e não dá pra passar a vida sem ler esse livro. Big Brother is watching you! “A Revolução dos Bichos” é aquele livro que é uma fábula mais real do que a própria realidade. Sem exagero.

E tem dobradinha desse autor, minha gente! Se liga na camiseta 1984 e na camiseta Animal Farm.

Uffa, são centenas de anos e milhares de páginas de muita história e boa literatura. Os leitores hard já tem meta garantida pra uns bons meses aí. Se você já leu alguns autores clássicos dessa lista, conta pra gente suas impressões!

Beijocas de pipocas, isso é tudo pessoal!