Science, bitch!

Mesmo já tendo se passado 20 anos sem Chico Science, nosso xará continua um passo à frente do nosso tempo.

Esse mangueboy, eterno cientista da música brasileira, nos brindou com uma mistura inusitada de ritmos regionais (como o maracatu rural e embolada) com rock, soul, hip hop, funk e música eletrônica. Um verdadeiro banho de cultura pop. Ouso dizer que desde a Tropicália, só o Manguebeat foi capaz de impactar e mudar o rumo da produção cultural brasileira.

O DNA da MPB

Você já ouviu um americano tentando tocar bossa nova? Por mais que o artista estrangeiro se esforce para reproduzir todas as notas da partitura, sempre vai faltar aquele tempero inexplicável, aquela malemolência que só o brasileiro possui. Concorda?

Mas qual seria o segredo que faz o nosso batuque ser tão irresistível? Outro dia eu assisti o documentário Chef’s Table no qual Alex Atala conta que só descobriu o verdadeiro significado da culinária brasileira quando foi provocado pelo Erick Jacquin (master tompêrro chef brésil), que disse “você é um bom cozinheiro, sabe dar sabor, mas nunca vai fazer uma cozinha francesa como eu”. Foi naquele momento que o chef mais famoso do Brasil estabeleceu um rumo para a sua arte.

E na música brasileira acontece da mesma maneira. Temos uma identidade plural que está presente (acredite ou não) em todas as vertentes da nossa produção cultural.

Antes e Depois

Quando você pensa em algum ícone da música ou do cinema, qual é a imagem que vem à sua mente? Do passado ou recente?

Algumas celebridades costumam melhorar com o tempo, uns ficam mais bonitos, outros mais feios e alguns ficam simplesmente ir-re-co-nhe-cí-veis! Pensando nisso o ilustrador colombiano Fulvio Alejandro, mais conhecido como Fulaleo, desenvolveu recentemente o projeto  Yo & Mi Otro Yo (traduzindo para o bom português “Eu & Meu Outro Eu”). Nesta série o artista criou algumas peças espelhando nomes famosos da cultura pop em duas versões: no auge da juventude quando alcançaram o estrelato e como ficaram depois de mais velhos. O toque sarcástico de humor vem nos figurinos, camisetas e adereços que os personagens estão usando.

Confira abaixo as trasformações de nomes como Paul McCartney, Michael Jackson,  Steve Jobs, Mick Jagger (eita), Al Pacino, Robert DeNiro e Bill Gates.