Câmera para enfeitar

Ao menos uma vez por semana, recebo via e-mail, telefone, Facebook ou pessoalmente, de algum amigo, conhecido e até desconhecido, a pergunta: “Qual DSLR você recomenda?” Pergunta difícil, mas não por haver centenas de modelos no mercado. A dificuldade é convencer a pessoa que quer comprar uma DSLR de que ela não precisa de uma.

Ao contrário do senso comum de que “tanto faz”, já que a qualidade é o fator menos importante hoje em dia, uma vez que muito provavelmente a foto será envenenada com blur, sharpen, noise, vinheta, contraste, brilho, desature ou um sature desgraçadamente exagerado, filtros, filtros e mais filtros sobre filtros… Péra, deixa eu respirar! Existe uma enorme gama de fatores que pode fazer uma câmera magnífica se transformar em um brinquedo inútil nas mãos erradas.

True Detective e a virada de jogo das séries

Se você passou os últimos meses ligado no mundo do cinema e das séries, é mais do que provável que o nome True Detective tenha entrado em seu radar, isso se já não tiver assistido. A primeira temporada da série da HBO, predicado que já garante olhares diferenciados sobre ela, chegou ao fim em meados do primeiro semestre, deixando uma ótima impressão e aquele vazio que acompanha os fãs no período que separa uma temporada e outra.

Acontece que True Detective chama a atenção para um fenômeno que tem se mostrado cada vez mais evidente: as produções para TV estão, em vários sentidos, tomando o lugar da sétima arte. A série da HBO reforça o debate com argumentos pra lá de convincentes. A lista de qualidades começa pelo elenco: Matthew McConaughey, oscarizado por Dallas Buyers Club, filme que é rara exceção nos dias de hoje, e Woody Harrelson, duas vezes indicado ao Oscar, interpretam a dupla de protagonistas.

Um novo começo para um velho conhecido

Em meio a tantas referências e inspirações, encontramos na possibilidade de dar voz às pessoas através de nossas camisetas a principal motivação para seguirmos em frente com nosso trabalho. Nos primórdios de nossa história, esse ideal era um pouco diferente: criávamos o que nós mesmos tínhamos vontade de vestir, mas que dificilmente encontrávamos em lojas. As camisetas serviam como suporte para nossas ideias.

Passados alguns anos, a necessidade de expandir territórios fez com que deixássemos de lado essa linha criativa “egocêntrica” (no bom sentido). Desde então passamos a trabalhar com temas, cores e formas que dialogam com um público muito mais amplo, mas que tem a mesma necessidade que serviu de faísca para acender a chama da Chico Rei, mais de cinco anos atrás.

Há poucos meses, conseguimos realizar um sonho antigo e lançamos a Chicundum, nossa revista-pôster. Esse projeto nasceu da vontade de botarmos para fora o monte de caraminholas que passam por nossas cabeças, como no começo da Chico Rei, só que em outro meio. Com conteúdo produzido por nossa equipe, a primeira edição ganhou os quatro cantos do Brasil e mostrou que veio para ficar.

Mas como não conseguimos ficar parados, pouco tempo após o lançamento da Chicundum, abraçamos a ideia de um novo blog, que seria mais um espaço para compartilharmos um pouco mais sobre o que pensamos com quem gosta e acompanha nosso trabalho. A partir daí, abrimos espaço para todos os componentes de nossa equipe colocarem para fora um pouco de suas ideias, seus gostos pessoais e, por que não, suas personalidades.

Agora o novo Blog Chico Rei estreia com força total, apresentando conteúdo original e bastante opinativo. De segunda a sexta, serão publicados novos posts sobre temas variados, como Música, Cinema, Séries, Games, Brasilidade, Decoração, Moda, Viagens, Fotografia, Literatura e outros tantos que podem aparecer por aqui ao longo do caminho.

Nossa expectativa é que este seja um espaço que apresente novas ideias, fomente discussões e, principalmente, aproxime ainda mais a Chico Rei e nossos fieis seguidores. Você é nosso convidado mais do que especial: esperamos que goste!