Science, bitch!

Mesmo já tendo se passado 20 anos sem Chico Science, nosso xará continua um passo à frente do nosso tempo.

Esse mangueboy, eterno cientista da música brasileira, nos brindou com uma mistura inusitada de ritmos regionais (como o maracatu rural e embolada) com rock, soul, hip hop, funk e música eletrônica. Um verdadeiro banho de cultura pop. Ouso dizer que desde a Tropicália, só o Manguebeat foi capaz de impactar e mudar o rumo da produção cultural brasileira.

Música para dormir: 7 dicas pra pegar no sono

Antes de qualquer coisa, precisamos acabar com um mito. Música para dormir não é sinônimo de música chata. Muito pelo contrário, até. A lista que preparei conta com alguns dos sons que mais curto. A hora de dormir é quase um ritual. Cada um tem sua técnica: uns preferem ler, outros contam ovelhas, uns assistem à 2ª temporada de True Detective e por aí vai…

Ouvir música para dormir não é nada extraordinário. É comum recorrermos a ela para trabalhar, fazer faxina, pegar a estrada ou praticar esportes. A hora da soneca é só mais um dos infinitos momentos em que a música é presente em nosso dia a dia.

O DNA da MPB

Você já ouviu um americano tentando tocar bossa nova? Por mais que o artista estrangeiro se esforce para reproduzir todas as notas da partitura, sempre vai faltar aquele tempero inexplicável, aquela malemolência que só o brasileiro possui. Concorda?

Mas qual seria o segredo que faz o nosso batuque ser tão irresistível? Outro dia eu assisti o documentário Chef’s Table no qual Alex Atala conta que só descobriu o verdadeiro significado da culinária brasileira quando foi provocado pelo Erick Jacquin (master tompêrro chef brésil), que disse “você é um bom cozinheiro, sabe dar sabor, mas nunca vai fazer uma cozinha francesa como eu”. Foi naquele momento que o chef mais famoso do Brasil estabeleceu um rumo para a sua arte.

E na música brasileira acontece da mesma maneira. Temos uma identidade plural que está presente (acredite ou não) em todas as vertentes da nossa produção cultural.

O que esperar dos festivais de música em 2017?

Definitivamente, os festivais de música viraram parte da rotina de entretenimento no Brasil. Na real, há umas boas décadas eles já fazem a cabeça dos fãs de música. Mas é inegável o fato de que de 2010 pra cá a coisa ficou séria. Tem opção pra todo tipo de gosto! Desde a turma do underground que vai pra conhecer novos sons até a galera do gargarejo.

A pujança dos festivais de música do Brasil nesta década vem em um momento chave. O país definitivamente entrou na rota das grandes turnês internacionais. Tempos atrás, era raridade a aparição de bandas gringas por aqui. No auge então, nem se fala. Hoje, ano após ano somos bombardeados com os shows mais badalados do momento. Esses giros, em boa parte das vezes, cobrem o país de norte a sul. Massa, né?

A verdade é que não podemos reclamar de barriga cheia quando falamos de festivais de música. O Hollywood Rock bombou na década de 90, a trilogia Rock in Rio passou por aqui em 85, 91 e 2001, o Monsters of Rock também deu as caras a partir de 94. Depois, vieram TIM Festival, Claro Q É Rock, Skol Beats e mais.