Contatos imediatos de miopia comportamental

Eles estão entre nós! E se esforçando muito para tal feito. Não se trata de invasão alienígena, ou de outra forma inteligente. É bem mais terreno que isso. Para alguns, é extremamente doloroso realizar atos simplórios à Maioria. Nada de empecilhos físicos, indo muito além das rampas de acesso para cadeirantes – o que também valeria uma problematização, né!?!  

Existe um consenso normativo que nos é apregoado desde a primeira infância. Retroalimentado dia após dia, até que nos tornemos partícipes ativos da sociedade. Uma teia de valores, jogando luz no que seria razoável. Mas… E se por algum motivo, em momento oportuno, saíssemos desses trilhos doutrinários… Construindo uma estrada particular para um entendimento diferenciado do mundo?

A priori, enxergar a vida com outros olhos, parece um conceito lindo. Porém, não o é! Há uma placa de PARE, socando-lhe a cara, quando se pega um desvio do que crê a Maioria. Muitas vezes a repressão coletiva ao indivíduo é subliminar, imperceptível a ambas as partes, tamanho o enraizamento do processo no cotidiano. Assim como a autossupressão do sujeito, que uma vez inconsciente, abre menores hematomas no âmago. Entretanto, se reprimes sua visão diferenciada sabendo que o faz, ansiando por aceitação… Vira-se em hemorragia as chagas emocionais.       

Façamos um exercício, nos diagnostiquemos: já se sentiu mal em um círculo de vivência, observando comportamentos comuns ao grupo? Falamos de condutas que às vezes compartilhamos, por mera integração, já que a sociabilidade é indelével ao coexistir. E uma vez que não concorde com o mutualismo procedimental daquele grupo… Já migrou para outro, e mais outro, não se reconhecendo de forma alguma em seus pares?

E por que o problema é dessa Minoria, que por algum motivo psico-químico-social tem a referida visão singular do viver? E por que as respostas são monopólio da Maioria, que conversa num mesmo idioma, não necessariamente concordando com ele, o fazendo em prol dos bons modos e costumes? A menos que seja daltônico, se no azul de todos enxergas o vermelho, não és melhor nem pior. Então não se adapte ou se isole! Não se force ou se imponha! Apenas viva mediante os próprios códigos, desde que suas regras não machuquem ninguém.

Não! Ainda não é sobre invasão alienígena. Mas já imaginou que, nestes que se esforçam para caminhar entre nós, pode estar a chave de um novo mundo, dentro do nosso próprio mundo? Nem melhor ou pior, apenas diferente! Paremos por aqui: isso tá ficando estranho.  

 

Sobre o Escriba: está em dúvida, se pesou o clima, ou se foi muito hippie de boutique nesse texto!?! Bom, já foi… O de hoje tá pago!