De onde veio essa história de Halloween?

Fantasias, festas, gostosuras, enfeites e travessuras… Tudo muito bacana e tal, mas de onde veio essa história de Halloween, afinal?

Vemos no cinema estrangeiro o Dia das Bruxas como uma celebração tão grande quanto o nosso Carnaval, principalmente em países de origem inglesa e nos últimos anos essa data tem se popularizado também em terras brazucas, mas que doideira é essa? Vamos tentar desvendar a origem dessa data tão comemorada pelo mundo.

A origem

A palavra Halloween deriva de “All Hallows’ Eve”, “Hallow” tem a conotação de “santo” na língua inglesa, “eve” é o mesmo que “véspera”. All Hallows’ Eve significava até o século 16, a véspera do Dia de Todos os Santos na cultura cristã celebrado em 1º de novembro e ainda, no dia 2 do mesmo mês celebra-se o Dia dos Mortos. Em diversas culturas consideradas pagãs esse é o período de culto aos mortos, de lhes fazer oferendas e celebrar a vida.

Na cultura britânica, mais precisamente com o povo celta, o dia 1º tinha um significado muito positivo de benção à época de colheita e para evitar que fantasmas e demônios tivessem uma influência ruim sobre esse período importante para os camponeses, eles celebravam simbolicamente com figuras sombrias visando espantá-las. Assim nascia uma festividade com um misto religioso e pagão.

 

O Halloween por aí

Na colonização inglesa pelo mundo, os povos levaram essas festividades tradicionais consigo. Elas foram se modificando ao longo do tempo e essa conotação de Dia das Bruxas teve origem na Idade Média, quando a Inquisição acusou e condenou várias pessoas por supostamente exercerem bruxaria. Logo, a data passou a ser associada também à feitiçaria e sobrenaturalidade. Foi por esse motivo as fogueiras se tornaram populares nas festividades posteriormente, sabe-se que muitas pessoas foram queimadas vivas acusadas de feitiçaria. Hoje elas celebram a liberdade.

A celebração passou a agregar o culto aos mortos e abraçou a bruxaria e ritos pagãos. Envolvendo também crianças, que iam de casa em casa recitando poemas ou orações para as almas dos mortos das famílias. Em retorno, as pessoas davam bolos caseiros que representavam o espírito de alguém libertado do purgatório. A origem do que conhecemos como “Doces ou travessuras?”.

Curiosidade: O México tem uma das maiores celebrações nesse sentido, lá o Dia dos Mortos é festejado com fantasias, doces e muita música. Segundo a tradição, os falecidos visitam seus entes queridos, que preparam altares pra lá de garbosos para agradar os saudosos visitantes. A festa se tornou patrimônio cultural da humanidade devido seu tamanho e importância.

 

A famosa abóbora

É tudo culpa de um sujeito chamado Stingy Jack. Esse é um mito de origem irlandesa, e conta que Jack convidou o Diabo para beber com ele no dia do Halloween. Eles tomaram todas, e Jack bem esperto convenceu o Diabo a se transformar em uma moeda e pagasse a conta do bar. Só que ao invés de pagar, Jack pregou a moeda em um crucifixo.

Para se libertar, o Diabo fez um acordo prometendo nunca importunar Jack. Livre para voltar ao inferno, ele cumpriu sua parte e Jack continuou livre até que… puf. Jack morreu. Infelizmente o cara não foi aceito no céu porque tinha feito um pacto com o Coisa Ruim, né? Na humildade o cara foi bater na porta do inferno e claro, o Diabo não o deixou entrar.

Porém, pra dar uma de superior, o Tinhoso vendo Jack vagar sozinho no mundo dos vivos – nem lá e nem cá – deu para ele um nabo com carvão que lhe serviu de lanterna e iluminava seus caminhos e lhe servia de companhia.

Mas e a abóbora nessa história?
É que na colonização, a cultura americana adaptou o legume dos irlandeses e passou a esculpir o rosto medonho do cara que enganou o Diabo para dar sorte. Nem preciso falar que virou febre né?

 

Hoje em dia

O Halloween é um grande marco anual na cultura pop. Ainda celebra os mortos, a época de colheita e marca o fim do verão no hemisfério norte. É símbolo de diversão pra crianças e adultos: doces e fantasias para todas as idades.

Movimenta uma grana e tanto na economia, especialmente nos Estados Unidos onde tem enorme tradição. Essa mistura de conotação religiosa, cultural, histórica e popular acabou se tornando uma festa popular bem maior do que se poderia imaginar.

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