Dicas de viagem pra Colômbia – O destino da vez!

Durante os 8 dias que passei entre Bogotá e San Andrés, recebi mensagens de diferentes amigos pedindo dicas de viagem pra Colômbia. E não é pra menos: o país é o destino da vez! O motivo vai além das belezas encantadoras de suas ilhas e da diversão garantida na capital: o preço acessível, a alta do dólar (que deixa outros destinos mais caros), a proximidade com o Brasil, a grande oferta de passagens promocionais… Tudo conspira a favor da Colômbia! E antes que me perguntem: sim, é seguro. E sim, é tudo aquilo que a gente vê nas fotos (e muito mais)!

Pra ajudar no planejamento do seu próximo destino, aqui vão algumas dicas de viagem pra Colômbia que você precisa saber antes de embarcar:

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El Acuario e Haynes Cay – San Andrés

1- Quando ir: tem tempo ruim na Colômbia?

Primeira coisa a se pensar em um destino com praia: o clima. Em San Andrés tem calor de sobra! A ilha é quente o dia inteiro e você vai conseguir curtir as águas quentinhas do mar caribenho sossegado. O que pode estragar um pouco o seu passeio é a chuva: dependendo da chuva e do vento, alguns passeios de barco podem não sair. Mas as nuvens passam muito rápido na ilha e o clima muda constantemente, então mesmo que você pegue um dia de chuva, provavelmente não vai durar o dia todo. Em 6 dias na ilha, só vimos um pouco de chuva na hora de voltar pra casa (ô, sorte!). Isso no início de maio, período que consideram ser de “chuvas frequentes” (e a previsão dizia isso também, mas erro feio, errou rude). O que li nas pesquisas que fiz é que os meses com maior incidência de chuva forte vão de agosto a novembro, então evitaria estes por precaução.

Sobre Bogotá, uma coisa é certa: a cidade é gelada (principalmente pra carioca que acha 18° frio). É assim na maior parte do tempo (a tal da altitude, lembram?), então prepare o casaco e acostume-se com o frio da capital Colombiana.

*Pra aproveitar bem:

Garantia de sol e calor em San Andrés: de dezembro a início de maio.

Conte com a sorte: de maio a agosto.

A chuva pode estragar seus passeios: de agosto a novembro.

Lembrando que: estamos falando de clima. Então por mais que experiência e previsões ajudem, nada é garantido.

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Cerro Monserrate – Bogotá

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Johnny Cay – San Andrés

2 – Como chegar em Bogotá e San Andrés

Definida a data, é hora de comprar a passagem e reservar o hotel. A Avianca é a cia aérea colombiana que tem seu centro de conexões internacionais em Bogotá e, por isso, uma ampla oferta de voos saindo do Brasil. E como o seu voo já para obrigatoriamente na capital colombiana, basta adicionar o trecho pra San Andrés e você tem o seu roteiro completo sem outras possíveis conexões. Além dela, Copa Airlines (com conexão no Panamá) e LATAM (com conexão em Lima) também fazem o trajeto. Uma outra opção pra quem conseguiu alguma promoção imperdível ou tem milhas pra chegar só até Bogotá é fazer o trecho doméstico com a cia Viva Colômbia, que voa de Bogotá para San Andrés (e também para Cartagena). As passagens são vendidas no site da cia aérea e pode te ajudar a economizar na viagem. Mas lembre-se de verificar todas as informações antes da compra, ok? Voo doméstico em outro país requer atenção redobrada, já que as regras podem ser diferentes das que estamos acostumados por aqui.

Com as inúmeras passagens em promoções pra voar pra Colômbia, o ideal é aproveitar os descontos e fazer todos os trechos com a mesma cia aérea. Ah, e um detalhe a ser considerado sobre o aeroporto de San Andrés: é pequeno e desorganizado. Os voos quase sempre atrasam, então cuidado com conexões curtas.

*Sugestões:

– Pra combinar Bogotá e San Andrés, a melhor opção saindo do Brasil é a Avianca, começando o roteiro em Bogotá e terminando em San Andrés.

– Se tiver milhas pra Bogotá com outra cia aérea, experimente pegar um voo doméstico pra San Andrés com a Viva Colômbia, mas confira todas as informações antes de comprar.

– Em voos com conexões, escolha os que têm um intervalo mínimo de 2h (o ideal é 3h).

 

3 – Escolhendo o seu hotel na Colômbia

Uma das coisas que mais interfere na programação das férias (tempo e deslocamento) é a sua localização. Em Bogotá existem 4 regiões principais para os turistas, sendo 2 mais importantes: La Candelária e Zona Rosa. A primeira é o Centro Histórico da cidade, com mais movimento durante o dia e com trânsito um pouco mais intenso. As principais atrações da cidade ficam nessa região, o que te faz economizar no deslocamento pela manhã. Já a Zona Rosa é a parte mais moderna e divertida da cidade: inúmeros bares, restaurantes, boates, shoppings, etc. Lá você encontra todo o agito de Bogotá, com muita gente nas ruas durante a noite – principalmente no fim de semana. Pra quem gosta de beber e sair à noite sem preocupações com transporte, é o lugar ideal pra se hospedar! As outras duas regiões (Zona G e Parque 93) servem como base por estarem próximas e serem cercadas por alguns bons restaurantes. São opções mais tranquilas e que dependem de deslocamento de dia e à noite, caso você queira conhecer a verdadeira noite colombiana.



Mapa – Onde ficar em Bogotá

San Andrés é uma ilha pequena e a saída dos passeios e os principais restaurantes e comércio se concentram na região da Peatonal/Punta Hansa. Nesta região também estão os principais hotéis da ilha, mas não espere muito: hotel em San Andrés é bem diferente dos resorts de outros destinos caribenhos como Cancun e Punta Cana. A maioria é no estilo pousada ou apart-hotel, bem antigos e com infraestrutura um pouco precária. Conseguimos encontrar uma das melhores opções da ilha por um preço justo no Hoteis.com e no Booking, o GHL Hotel Sunrise.

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Mapa – San Andrés

*Dicas:

Em Bogotá, tente escolher um hotel na Zona Rosa, entre as Carreras 16a e 10 e entre as Calles 79 e 86a. O Comfort 80 é uma boa opção com ótimo preço. Você ficará a poucos passos do agito da Zona T, mas em uma rua tranquila pra dormir.

Em San Andrés, o GHL Hotel Sunrise é uma opção um pouco mais moderna e com alguma infraestrutura de resort. Tem uma ótima piscina que funciona até tarde. Se puder, escolha um quarto com varanda de frente pro mar (os quartos de fundos precisam urgentemente de reforma).

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GHL Hotel Sunrise- San Andrés

4 – Que moeda levar pra Colômbia?

Essa dúvida sempre bate na hora de viajar pro exterior, principalmente em países em que o dólar não é a principal moeda. Na Colômbia, a moeda principal é o peso colombiano (COP) e já adianto que não vale a pena trocar diretamente aqui no Brasil. Então restam 3 opções:

– Comprar dólares no Brasil e trocar por COP na Colômbia

Vantagens: se a cotação do dólar estiver favorável aqui no Brasil (geralmente, paga-se mais no dólar do que no real nas casas de câmbio colombianas).

Desvantagens: ter que fazer o câmbio no Brasil e também na Colômbia toda vez que precisar de dinheiro.

– Levar reais e trocar por COP na Colômbia

Vantagem: se a cotação do dólar aqui não está favorável; se você não quer ter o trabalho de trocar reais por dólares aqui; se você não tem cartão internacional.

Desvantagem: a cotação geralmente é a pior entre as 3 opções; ter que ir em casa de câmbio no destino toda vez que precisar de dinheiro.

– Sacar dinheiro na Colômbia direto da sua conta corrente, com o seu cartão internacional

Vantagens: opções de caixas eletrônicos espalhados pelas cidades. É a opção mais prática, segura e, no geral, também a mais econômica, dependendo do seu banco.

Desvantagens: caso o seu banco cobre uma taxa muito alta de saque e não tenha uma cotação favorável.

Sempre acho mais prático e seguro fazer saque direto da conta no país de destino, mesmo com o IOF maior na transação (6,38%). No final das contas, acaba saindo mais vantajoso ou a diferença pra opção de levar dólares não é muita. Além de não ter o trabalho de trocar dinheiro aqui, ficar procurando casas de câmbio no destino, comparar as cotações lá que variam em cada casa de câmbio, etc. É economia de tempo – e de dinheiro.

*Lembre-se:

– De desbloquear o seu cartão de débito pra saque internacional no seu banco e também o cartão de crédito pra compras internacionais, uma opção que vale como plano B (na hora que acabou o dinheiro e não tem caixa por perto, ou se o limite de saques do dia já acabou).

– De conferir o limite de saque e compras dos seus cartões no exterior e também as taxas cobradas pelo seu banco, pra não ter surpresas.

Pra quem quer se prevenir, vale levar alguns reais na carteira (caso saia alguma coisa errada com o seu cartão é bom ter uma reserva pra emergências). Se você já trocou ou tinha uma reserva de dólares em casa, pode levar alguns dólares e lá mesmo decidir se vale a pena fazer o câmbio ou guardar pra próxima viagem.

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Andres Carne de Res – Bogotá  (Foto: Viajante Anônimo)

5 – Últimas dicas de viagem pra Colômbia: documentos e mala

* A entrada na Colômbia pode ser feita com o passaporte ou com a carteira de identidade (RG), desde que ela tenha sido emitida há menos de 10 anos e que esteja em bom estado de conservação. Se você já tem um passaporte, dê preferência a ele: é o seu documento internacional.

* Brasileiros que viajam a turismo não precisam de visto pra permanecerem no país por até 90 dias;

* Não é obrigatória nenhuma vacina pra Bogotá e San Andrés, mas informe-se sempre um pouco antes da sua viagem;

* Seguro viagem é o tipo de coisa que você faz justamente pra não precisar usar. Faça o seu e viaje despreocupado.

* Não se esqueça de incluir na sua mala: um bom casaco e calça pra Bogotá; repelente e protetor solar pra San Andrés; remédios pra eventuais complicações devido à diferença de clima entre os destinos; e camisetas de viagem bacanudas pra curtir a Colômbia no estilo!

Com tudo preparado, é hora de aproveitar os encantos colombianos! Ainda temos que conversar sobre outras dicas de viagem pra Colômbia, mas você já pode ir fazendo as malas 😉

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