Os 6 filmes mais violentos dos últimos 20 anos

Sangue nos olhos!

Hoje vamos listar os filmes mais violentos dos últimos 20 anos.

Mas antes, vamos pensar um pouco sobre o tema “cinema e violência”.

Como todos sabem, o cinema é uma arte que se estabelece como um reflexo da sociedade, já que nasce das inquietações e reflexões de seus idealizadores e criadores.

Fora essa coisa toda de indústria cultural, é legal perceber a conjuntura e os momentos em que nascem as expressões artísticas regadas de catarse  como o cinema. Observando essa lista com os filmes mais violentos dos últimos 20 anos, podemos (e devemos) trazer o recorte dos filmes para um cenário mais próximo do nosso.

Pra alguns pensadores, a violência é inerente ao ser humano, advinda de um impulso primitivo vivido ainda no inconsciente. No entanto, as aplicações desses impulsos acontecem deliberada e conscientemente.

Passando por todo esse momento reflexivo, o que nos sobra na telinha é sangue e agonia. Quem curte esse mix, cinema e violência, trocaremos em seguida umas boas indicações por aqui.

Filmes mais violentos dos últimos 20 anos


1 – Violência Gratuita (1997). Direção: Michael Haneke



É uma obra prima. Passou por um remake em 2007, trazido pelo mesmo diretor, com as mesmas falas, os mesmos enquadramentos. O mesmo filme, no geral, exceto pela força maior dada à personagem feminina.

O filme conta a história de dois garotos com cara de abastados que invadem a casa de uma família de classe média, em plenas férias, com o intuito de torturá-los.

Funny games”, como é chamado na gringa, é violento derramando pouco sangue e agoniante sem mostrar nenhum osso exposto. A violência vem muito mais através da vontade do diretor em trazer quem assiste pra dentro da atmosfera do filme. Os autores dos delitos conversam com os espectadores, nós, o tempo todo. Em diversos momentos, você quer que aquilo aconteça pra saber até onde a situação chega. Mesmo sabendo do que se trata, você vira um cúmplice.

[spoiler alert]

Parte mais violenta:  A parte em que pedem a mulher para se despir, a parte em que matam o menino na frente dos pais, a parte em que quebram a perna do George com taco de golf… A violência maior desse filme é difícil de eleger.

Ai, aflição. Mas, acreditem, tudo isso com muita classe.

2 – Clube da luta (1999). Direção: David Fincher

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O filme deixa bem claro o que sobra desses tempos loucos em que vivemos. O que a liquidez de sentido faz com as nossas mentes, e o que toma o lugar nos intervalos, nos quais ainda sobra um pouco de “consciência”.

“Clube da Luta” fala sobre um personagem muito bem de vida, mas extremamente insatisfeito com a mediocridade de sua existência. Para tentar fugir disso, começa a participar de grupos de autoajuda, e nesses, apresentam a ele um estilo muito singular de extravasar as tensões acumuladas.

É um filme violento, tanto pela porradaria que impera, quanto pela veemência em que a verdade sobre os anseios contemporâneos é jogada na nossa cara.

[spoiler alert]

Partes mais violentas: Tanto os momentos diversos de lutas corporais nos ringues, quanto os momentos em que você vê a galera comum caindo na porrada de terno na tentativa de um sentido pras suas vidas (pesado demais). O final também… Nada do que você pensou é real.

“Clube da Luta” arrasa, mas olha…  não fale sobre ele, ok?

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3 – Irreversível (2002). Direção: Gaspar Noé

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A maravilhosa Monica Bellucci faz esse filme, e ele tá em TODAS as listas de filmes mais violentos de todos os tempos. Claro que não faltaria na nossa.

O que esse filme consegue fazer com a cabeça das pessoas é bizarro! Ele conta uma história não-linear (de trás pra frente), que inicia com uma das cenas mais chocantes que eu já vi na vida, um estupro de quase 20 minutos… Haja estômago.

Passando desses tensos 30 minutos iniciais, é VINGANÇA. Revanche, pros íntimos. O tempo fecha e a gente perdoa cada cabeça esmagada com cilindro de extintor.

[spoiler alert]

Parte mais violenta: O estupro do início do filme… Gosto nem de lembrar. As cenas em que ela se vinga, trazem um sentimento de satisfação muito maior do que o choque, digamos, com os métodos utilizados.

Os minutos iniciais ainda são munidos de um sonzinho que lembra um aparelho com a frequência errada. Chegou a dar ânsia em alguns espectadores.

Esse lance de estômago forte nunca foi tão real!

4 – Kill Bill Vol. I/Kill Bill Vol. II (2003/2004). Direção: Quentin Tarantino

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Esse é da pancada! Em uma cena, a personagem principal luta com 57 guerreiros e não sobra um vivo. Bem no nível de violência by Tarantino que a gente já conhece.

O filme é um marco nas produções desse estilo. Os enquadramentos e as interrupções feitas pela trilha sonora incomum, marcam esse “novo estilo” de produzir filmes de violência meio japonês Kung-Fu, meio americano velho-oeste.
Kill Bill arrasa!

O filme fala sobre uma ex-assassina (“A Noiva”, como é conhecida), que desperta de um longo coma decidida a se vingar de seu ex-chefe e amante. O cara tentou matá-la no dia do seu casamento, não era pra menos, né?!

Como eu já disse, a trilha sonora é um show a parte. Saca essa cena de luta ao som de Don’t Let Me Be Misunderstood de Santa Emeralda.

[spoiler alert]

Partes mais violentas: Todas que usam os golpes “Soco de Uma Polegada”, que consiste na habilidade de arrancar o olho do inimigo rapidamente e “Golpe dos cinco pontos”, em que você pressiona pontos estratégicos no corpo do adversário e EXPLODE, assim, o coração dele.

Ai, eu adoro, mas não me deixe ser mal interpretada!

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5 – Django Livre (2012). Direção: Quentin Tarantino

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A vingança é um elemento usual nos filmes do Tarantino. “Django” se passa durante a Guerra Civil dos EUA, na qual Norte e Sul disputam sobre a manutenção da escravidão.

É um conto de fadas estilo Tarantino. O filme fala sobre um negro, liberto por um caçador de recompensas, que passa a ajudá-lo com a condição de que possa resgatar sua noiva, pois foram separados por seu último dono.

No meio dessa linda história de amor, muita matança, crueldade e sangue são somados ao autêntico figurino de Django.

[spoiler alert]

Parte mais violenta: Uma sequência de luta até a morte entre dois escravos, para a diversão do Sr. Candy em seu salão particular. Desesperador.

É um filme muito violento, mas também muito legal. Fala de amor e de grandeza de espírito, como só Tarantino poderia falar.

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6 – Miss Violence (2013). Direção: Alexandros Avranas

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Sem nenhum tipo de introdução, o filme começa numa festinha comum de aniversário de uma menina de 11 anos. Em seguida, sem motivo aparente, essa mesma menininha aniversariante se joga da janela de seu prédio.

A polícia entra, e então o quebra-cabeças começa a se formar.

SEM SOMBRA DE DÚVIDAS, é o filme mais forte da lista. Não indico a pessoas muito impressionáveis. O filme deriva de uma nova safra de cinema grego, que vem pra falar de uma população violada por uma crise financeira, acompanhada de um desvirtuamento moral massivo.

Por mais perturbador que seja, não tem como negar a qualidade dos filmes advindos desse país. Fica a dica, vejam Kynodontas. São trabalhos primorosos, cheios de pensamentos sociais, e citados pela crítica especializada como os dois filmes mais violentos que passaram pelos últimos Festivais de Veneza.

Parte mais violenta: Todo o filme, cada segundo. Nesse não dá pra escolher.

Do filme, fica a máxima de que a passividade de quem aceita a violência ao seu redor é tão grave quanto a própria violência cometida.

Agora podemos respirar fundo, a lista dos filmes mais violentos acabou.

Esse post foi pesado! Vamos arrumando pra ver os filmes, que o final de semana tá chegando e a gente não tá de bobeira.

Se já viu algum desses, comenta aí. Eu mesma já tô precisando de dar uma desabafada. Até mais

 

  • Afonso Queiroz

    Parabéns pelo post, o mais legal que eu já li por aqui.

    Assisti a indicação, Miss violence. Será que serei capaz de dormi novamente??

    Da próxima vez põe o indicativo de idade? To meio chocado!