Guerra Infinita de Comida!

Frango de padaria ladeando a macarronada. Resolveram trocar o sagrado líquido negro do capitalismo – que não deixa de ser maravilhoso por isso – pelo novo refri de tangerina albina de Madagascar. Nem precisava tanto pra que o tio esquerdopata, barbudo e de camisa vermelha, arremessasse um pão com salame no irmão. Com calça social terminada num mocassim, o agredido saca uma coxinha, bombardeando de volta. E antes do sobrinho Golpista, que Impeachmou a Coca pela Fanta-sabor-desgraça-familiar, gritar “guerra de comidaaaa!”… A matriarca berra: “chegaaaa! Respeitem ao menos o almoço de domingo”.

Por essas e outras, obriguemo-nos a discordar do Maior-Brasileiro-de-Todos-os-Tempos-Só-Que-Não: Silvio Santos? Até poderia ser, mas NÃO! Silvio andou por aí de mãos atadas com um certo presidente vampiresco, que Topa Tudo Por Dinheiro – aqui cabe uma onomatopeia né: máaa oooiiii! Na verdade falemos de Levir Fidelix, quando interpelado em debate na eleição passada, soltando uma pérola contra a união de pessoas do mesmo sexo: “aparelho excretor não reproduz”. Desculpa aí Levir, mas é tanta gente falando merda, bostejando pela boca, que parecem mesmo ter sido paridos pelos ânus.  

Antes de apontar os dez dedos até para o irmão, que nesses tempos estranhos vira inimigo político mortal por pensar diferente… Atemo-nos à reprodutibilidade de fake news oriundas das redes sociais: quão eficiente tornaram-se os mecanismos para impulsionar notícias falsas; quão democráticos são os meios para produzi-las; quão esponjosa é a absorção das pessoas, que sob o carimbo “cê viu no Facebook?!”, colhem como verdade aquilo que se planta falaciosamente.

Só gostaria que escancarassem, no espectro espaço/tempo, onde exatamente as redes sociais se transmutaram em veículos oficiais noticiosos. E como angariaram tamanha credibilidade sob as informações que veiculam. Mas que fique claro não ser esse um exercício saudoso, a favor do monopólio informativo do jornalismo. Pois a mídia tradicional nunca o foi, e nunca será isenta, ainda mais quando se aproxima uma nuvem eleitoral de gafanhotos.

E também não é esse um textão apocalíptico, antevendo Setes Pragas do Egito novamente sobrevoando Brasília. Até porque o momento dialógico é lindo! “Nunca antes na história desse País” se discutiu tão livremente Política. Mesmo que sob vômitos ultradireitistas, que variando do xenofóbico modelo europeu, nos chega numa fedorenta casca homofóbica e misógina… E mesmo sob os vômitos do lado oposto, que brada nos megafones contra um Judiciário viciado, porém militando cegamente pelo direito de limpar a bunda com a Constituição. Vixe! Se o almoço de domingo está assim agora, imagina na Copa.

 

Sobre o Escriba: prometeu não falar de Política esse ano, muito menos aqui no Blog. Mas porra, tá foda mano!