O Cinema Novo no Brasil

Alô Brasil! Alô Cinema!

Dia 19 de junho comemoramos o Dia do Cinema Nacional!

Depois de todos esses nacionais, venho por meio deste expor aqui um dos movimentos cinematográficos mais importantes do país, quiçá, do mundo!

O CINEMA NOVO

Esse agrupamento genial de brasileiros fazendo cinema de primeira categoria começou na metade dos anos 50. O bonde veio nervoso criticando as produções que eram feitas na época. Quer um exemplo? Toma exemplo! Chanchadas e pornochanchadas, que até têm o seu valor como processo de estruturação de um pensar cinematográfico, mas como referência estética pecaram bastante.

Essa galera então veio produzindo e criticando, misturando cinema com política, cinema com as mazelas do povo, cinema com regionalismos nordestinos e isso deu muito certo.

Pelas mãos do gênio Glauber Rocha (amem Glauber Rocha), esse movimento foi crescendo e nos proporcionou clássicos como “Deus e o Diabo na Terra do sol”, que inclusive já virou estampa por aqui.

 

 

“o cinema novo
é um projeto que se realiza
na política da fome, e sofre,
por isto mesmo, todas as fraquezas
consequentes de sua insistência.”
Glauber Rocha

Baiano de nascimento, Glauber Rocha foi um dos maiores produtores e diretores que esse Brasil já pensou em ter.

Mas o time era grande, entre eles estão Nelson Pereira dos Santos, Ruy Guerra, Joaquim Pedro de Andrade, Rogério Sganzerla, Cacá Diegues e Helena Solberg.

 

 

Uma câmera na mão e uma ideia na cabeça, foi assim que o movimento foi crescendo, nas margens da ditadura e contra a corrente das produções endinheiradas.
Com críticas sociais ferrenhas, as produções audiovisuais de Glauber (eu bem íntima) influenciaram diretamente o movimento tropicalista. Foi depois de ver o filme “Terra em transe” que Caetano Veloso tomou um impulso criativo e desenvolveu a canção “Tropicália”.

 

 

Mas não só de Glauber vive o homem. “O Pagador de Promessas”, de Anselmo Duarte, ”Os Fuzis”, de Ruy Guerra e “A Entrevista”, de Helena Goldenberg, precisam ser vistos já!

Inclusive, faça isso.

Nunca será possível mensurar o tamanho do impacto do cinema novo na história e na vida dos brasileiros. O que fica é a saudade e o estímulo para se produzir mais e acreditar mais.

Vejam filmes nacionais! Viva o cinema nacional!