Cartazes Minimalistas

Cartazes de filmes são sempre um bônus para os fãs de cinema. Alguns mais simples outros muito extravagantes, há espaço para todo tipo de gosto. Mas da mesma forma que não se deve julgar um livro pela capa, não crie impressões sobre um filme vendo apenas seu cartaz. Alguns deles chegam a ser bem melhores que os filmes.

Uma ideia que já faz a cabeça dos designers há algum tempo é a releitura de cartazes. Com muita criatividade e talento, elas já servem de referência para as distribuidoras dos filmes e os originais estão espelhando-se nas “cópias”. Meus preferidos são os cartazes minimalistas: artistas resumem um filme em pouquíssimos elementos, aquela pequena referência capaz de remeter imediatamente ao objeto retratado.

Abaixo preparei uma seleção com algumas obras que ganharam minha atenção. Para começar, peguei meu filme preferido, Clube da Luta. É muito bacana notar a quantidade de possibilidades encontradas pelos criativos mundo afora para retratar o clássico de David Fincher:

For The Love of Music

Pharrell, Elton John, Lorde, Chris Martin, Florence, Jamie Cullum, Dave Grohl e trocentos outros queridões reunidos em uma declaração de amor à música produzida pela BBC do Reino Unido.

Calma! Esta não é uma tentativa de superar a empoeirada “We are the world”. É apenas uma das canções pop mais bonitas de todos os tempos. Aperte o PLAY e caso sentir uma vontade incontrolável de dançar, não se preocupe. É a música fazendo efeito e cumprindo seu papel.

Turismo verde e amarelo

Desde que me entendo por gente, admirei novos lugares. No sofá da agência de viagens de minha tia, ficava olhando para os posters de diversos cantos do planeta e em poucos minutos já estava flutuando na ideia de estar dentro daquelas imagens. Não era difícil. De tão pequeno, quando sentado naqueles sofás, os pés não tocavam o chão.

Mesmo com tantos quadros na parede, não me recordo de ter fotos do Brasil. O chique para aquela cidade no interior de Minas era tomar voo para fora do país: Disney para quem fazia 15 anos, Bariloche para aqueles que faziam sua primeira viagem internacional e Europa para quem tinha “bala na agulha”!

Entre tantos lugares da gringolândia, no meio de uma das revistas de turismo que ficavam expostas nas mesas da agência, achei o primeiro destino que desejava para minha vida: Bonito. Me admirava com a possibilidade de nadar em águas tão claras quase que batendo um papo com aquela imensidão de peixes. Fui criado à beira de um rio, mas a única vez que nadei com os peixes dele foi quando uma enchente fez a piscina lá de casa virar um pesqueiro. E essa tal de Bonito era em terras tupiniquins.

Quase ninguém conhecia. E quase ninguém conhece os Lençóis, poucos podem ir a Noronha, nunca me falaram do interesse de fazer um cruzeiro pelos rios da Amazônia. Enfim, não conhecemos o Brasil. E não há uma lista de lugares bacanas para se conhecer pelo mundo que nosso país não emplaque algumas dezenas de opções.

O tempo entre costuras

Meu primeiro contato com a escritora espanhola Maria Dueñas foi por mero acaso. Ou talvez por culpa do destino que me fez encontrar esta pérola da literatura castelhana… Era uma tarde de domingo e aproveitei para gastar um tempo numa livraria antes da sessão de cinema começar.

Devo admitir que desta vez não foi a sinopse do livro, nem a capa, nem o cheiro (sim eu adoro o aroma de páginas novas) que me atraíram de primeira, mas uma frase em especial me chamou atenção: “María Dueñas é considerada o novo cânone da literatura européia por sua prosa hipnotizadora e a forma cheia de imaginação e delicadeza com que combina fatos e personagens reais com ficcionais”.