Quantas vezes o agressor fui eu?

Quantas vezes o ofensor fui eu?

Nos preocupamos e falamos tanto de bullying, machismo, homofobia, entre outras doenças de alma, e mesmo assim sempre observamos alguém agindo de forma odiosa com outra pessoa, e e vemos que aquilo está errado.

Muitas vezes até falamos em voz baixa ou alta que aquilo está errado e que não se deve falar ou fazer isso ou aquilo com outra pessoa.

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Esses dias vi uma cena dessas na academia. Era um grupo de mulheres (entre 20 e 25 anos) debochando de uma senhora que fazia determinado exercício de forma incorreta no aparelho.

Meu primeiro pensamento foi achar horrível oque acontecia  com aquela senhora! Em seguida pedi para um instrutor ir ajuda-la. Meu segundo pensamento foi: Quantas vezes foi eu a ofensora ou a pessoa que fez o deboche, o bullying ou a “brincadeira” de péssimo gosto?

Quando parei e me convidei a pensar em quantas vezes eu fui a babaca da história me senti horrível. E acredito que você também vai me achar péssima por admitir. Mas antes de errar novamente com esse julgamento, é importante que essa análise seja feita por cada um: “Quantas vezes você foi o ofensor?”

agressor
Esse caso da academia foi bem forte, mas existem casos que por serem ‘discretos’ podem passar desapercebidos: Quantas vezes você insultou em voz baixa ou ‘comentou’ sobre o peso de alguém em um ônibus cheio? Quantas vezes a roupa de alguém virou assunto maldoso em sua mente e boca? Quantas vezes a forma de falar de alguém te irritou por ser diferente da sua?

Quantas vezes a deficiência de alguém virou motivo para sua tola diversão?

Quantas vezes, quantas vezes, quantas vezes…

Quando falamos de ofensa, não me limito apenas as palavras ditas, existem muitas outras formas de ofensa, um olhar maldoso, um sinal  corporal, uma risadinha maldosa, uma imagem…

agressor
O que quero dizer com tudo isso, é que todos nós fomos e somos babacas, mas a partir do momento que admitimos isso, estamos nos dando a oportunidade de corrigir e nos tornarmos pessoas mais amáveis uns com os outros, gentis e prestativos uns com os outros, em outras palavras, podemos ser menos babacas rs.

Esse é um exercício constante e contagiante.