Goiás de corpo e alma

O melhor do Brasil é…. a Natureza! Temos sorte tamanho família de fincar pé por aqui e agradeço de joelhos à toda galere que teve coragem de desbravar esses rincões, obrigado Tupi-Guaranis, Tapuques e Caraíbas e aquele abraço para italianos e espanhóis que cruzaram o Atlântico e, de alguma maneira, me trouxeram pra cá.

Dias atrás conheci um pedaço de sorte no coração do Brasil, em terras goianas: a Chapada dos Veadeiros. As estradas que passeiam por aquela região impressionam, e veja bem: chamar a atenção de um mineiro com montanhas não é tarefa fácil. Mas as chapadas são chapantes, as estradas são parte do espetáculo e para qualquer caminho que tome, encontrará cachoeiras com ”as águas mais cristalinas do país” – são mais de 300 quedas!

Para fazer bonito

“Bonito” é nome próprio no Mato Grosso do Sul porque o adjetivo é muito pouco para um lugar tão espetacularmente espetacular. Nessas andanças que busco para me achar, Bonito, a cidade, é, sem dúvidas, o destino de ecoturismo mais completo que já encontrei.

Não à toa, as atrações precisam ser marcadas com muita antecedência. Todos os passeios devem ser acompanhados por guias cadastrados, uma maneira bacana que a administração da cidade encontrou de controlar o acesso e respeitar a biodiversidade do local. Ou seja, desavisados e desligados, como eu, correm um risco danado de ficar de fora das atrações.

Peguei um avião para Campo Grande – MS, e para moleque criado nas montanhas de Minas, pousar em terras tão planas – e finalmente entender a tal da planície das aulas de Geografia – já foi uma baita novidade. De lá, peguei uma van até Bonito e chegando à cidade, passamos pelo local de treinamento para o Abismo Anhumas, uma das atrações que eu não havia conseguido vaga.