30 de janeiro – Dia da Saudade

A saudade é uma das provas mais bonitas de que a gente está vivo. Pode significar uma ausência permanente ou temporária. Foi um “chega de saudade” que inaugurou a bossa nova, nesse apelo do parceiro para “acabar com esse negócio de você viver sem mim”. A saudade pode ser uma canção, um cheiro, um bilhetinho pendurado no varal de lembranças.

A saudade também é bússola do que a gente ainda deseja desse passado-presente: gostaria de voltar atrás no rumo daquela prosa porque enche seu coração de sentido? Ou, deixa assim mesmo como lembrança? A saudade acalenta, mas também pode amargar que nem jiló. É larga e aparece em primeira – quem nunca sentiu saudades do que foi um dia? – ou em muitas pessoas. Quem tem história, tem saudade.