Viva o Nordeste: 15 célebres nordestinos que marcaram a cultura brasileira!

Viva a Cultura Nordestina!

2 de agosto é Dia da Cultura Nordestina. Foi escolhido por ser a mesma data da morte do artista Luiz Gonzaga, o maior difusor do nordeste para o Brasil. Um povo que transforma dor em resistência e arte não podia ter uma data mais emblemática!

Vivemos num país tão grande, com tantos lugares e pessoas diferentes, que às vezes é difícil se conhecer. Assim seguimos na tentativa de espalhar um pouco de tudo por aí! Amamos tudo que o nosso país produz de cultura e somos especialmente apaixonados pela arte massiva, popular e consistente do nordeste. Muitos vivas à cultura nordestina, muitos vivas ao povo maravilhoso do nordeste, separamos uma seleção de ilustres embaixadores e embaixadoras da cultura Nordestina.

Vem de lista e aproveite:

01 – Zabé da Loca

Isabel nasceu em Buíque, agreste de Pernambuco, e teve uma infância difícil, pois dos quinze irmãos que teve, ela viu oito morrer de fome, doença e sede. Migrou do sertão pernambucano para a Paraíba ainda menina.

Aprendeu a tocar o “pife” com o irmão Aristides, que conheceu criança e nunca mais soube seu paradeiro. Pife é um instrumento conhecido regionalmente como Pífano, uma adaptação nativa, com influência indígena, das flautas populares europeias. Isabel tocou e toca uma versão feita de cano de PVC.

Leva esse nome pela forma como falavam seu nome, Isabel, e o Loca é por ter morado quase a vida toda em uma pequena caverna, loca, no interior de pernambuco.

Em 2003, aos 79 anos de idade, foi descoberta pelo programa Biblioteca Rural Arca das Letras, e no mesmo ano gravou seu primeiro CD, Canto do Semi-Árido, com composições próprias como “Balão”, “Araçá cadê mamãe” e “Fulô de mamoeiro”, e ainda uma versão de Asa Branca, de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira.
Ainda em 2008, foi condecorada com a Ordem do Mérito Cultural, do Ministério da Cultura. Também foi eleita “Revelação da Música Brasileira”, no Prêmio da Música Brasileira. Um marco na cultura Nordestina

 

 

02 – Castro Alves

Nasceu na fazenda Cabaceiras, território pertencente à vila de Nossa Senhora da Conceição do “Curralinho”, hoje cidade de Castro Alves, no estado da Bahia.

Suas poesias mais conhecidas são marcadas pelo combate à escravidão, motivo pelo qual é conhecido como “Poeta dos Escravos”. Foi o nosso mais inspirado poeta condoreiro.
Aos 17 anos fez as primeiras poesias.

Estudou Direito na Universidade da Bahia, e se manteve em intenso efervescer acadêmico
Teve fase de intensa produção literária e a do seu apostolado por duas grandes causas: uma, social e moral, a da abolição da escravatura; outra, a república, aspiração política dos liberais mais exaltados.

03 – Dandara

Dandara foi uma guerreira negra do período colonial do Brasil. Após ser presa, suicidou-se se jogando de uma pedreira ao abismo em 6 de fevereiro de 1694, para não retornar à casa de seu algoz como escrava. Foi esposa de Zumbi dos Palmares e com ele teve três filhos.

Dandara dominava as artes da capoeira e além de lutar, participava de atividades cotidianas em Palmares, como a caça e a agricultura. No quilombo era praticada a policultura de alimentos como milho, mandioca, feijão, batata-doce, cana-de-açúcar e banana.

Dandara foi uma das organizadores do Quilombo. Forte e valente, Dandara mora no imaginário da população pernambucana até hoje. Uma das principais caras do feminismo negro e da cultura de resistência negra e nordestina

04 – Adalgisa Rodrigues Cavalcanti

Filha de pequenos proprietários de terra, Adalgisa Rodrigues Cavalcanti nasceu em Glicério, estado de Pernambuco, no dia 28 de julho de 1907.

Na década de 1930, Adalgisa teve os primeiros contatos com a literatura marxista disponível na época. Como só havia cursado os quatro primeiros anos do ensino fundamental, os textos eram de difícil compreensão. Porém, ela foi auxiliada por um professor, que era seu amigo. Apoiou o Movimento da Aliança Liberal, que se sobressai através do carismático capitão Luís Carlos Prestes.

Em 1934, após ter tirado seu título de eleitora, iniciou sua militância partidária filiando-se ao “Socorro Vermelho”, um segmento do Partido Comunista Brasileiro (PCB), que tinha como objetivo dar assistência moral, material e jurídica aos presos políticos.

Nas eleições de 2 de dezembro de 1945, candidatou-se à Assembléia Legislativa do estado, tendo sido eleita a primeira mulher deputada estadual de Pernambuco. Foi, ainda, a quinta mais votada pelo seu Partido. Teve 2.298 votos, a maioria da classe operária, superando, assim, vários candidatos de outros partidos influentes.

 

 

05 – Lampião

Virgulino Ferreira da Silva era o nome do maior cangaceiro do Brasil, conhecido na História como Lampião. Nascido em 1898 em Serra Talhada (PE).
A História do Rei do cangaço inicia-se como fora da Lei na década de 1920. O pai de Virgulino havia sido morto por disputas de terra e para vingar sua morte, o filho torna-se Lampião. Entra para um grupo de cangaceiros e busca a vingança. Passa logo ao comando do grupo que leva o terror pelas cidades nordestinas.

São de saques às fazendas que o grupo sobrevive e adquire a fama de perigosos e cruéis, no entanto há uma forte contradição diante da figura de Virgulino Lampião, e também entre os demais cangaceiros. Enquanto a população pobre das regiões áridas do nordeste os via, em alguns casos, como heróis, os fazendeiros e o Estado os taxavam de bandidos.

Seus roubos aconteciam em grandes fazendas, no período da seca disponibilizavam seus ganhos para a alimentação da população.

Lampião ela um cangaceiro, e uma figura de e resistência sertaneja e na cultura nordestina até os dias de hoje.

 

 

06 – Patativa do Assaré

Antônio Gonçalves da Silva, cresceu no sí­tio denominado Serra de Santana, que dista três léguas da cidade de Assaré. É o segundo filho de agricultores muito pobres. Ficou órfão aos 8 anos e teve que trabalhar junto ao irmão mais velho para sustentar a família.

Ele mesmo conta:

“Saí­ da escola lendo o segundo livro de Felisberto de Carvalho e daquele tempo para cá não freqüentei mais escola nenhuma, porém sempre lidando com as letras, quando dispunha de tempo para este fim. Desde muito criança que sou apaixonado pela poesia, onde alguém lia versos, eu tinha que demorar para ouvi-los.”

Um poeta popular, uma das principais figuras da música e cultura nordestina do século XX.

 

07 – Zumbi Dos Palmares

Zumbi nasceu na Serra da Barriga, Capitania de Pernambuco, atual União dos Palmares, Alagoas, livre, no ano de 1655, mas foi capturado e entregue ao padre missionário português Antônio Melo quando tinha aproximadamente seis anos.

.Aos 10 anos de idade, já era fluente em português e latim. Aos 15, fugiu e voltou para o Quilombo de Palmares.

Alguns anos depois, em 1675, Zumbi ganha notoriedade ao defender o quilombo do ataque das tropas portuguesas. Nesta batalha sangrenta, demonstrou suas habilidades de guerreiro jaga.

Sua postura diante do governo colonial é de desafio e enfrentamento. Assim, o governo colonial contratou os serviços dos bandeirantes Domingos Jorge Velho e Bernardo Vieira de Melo.

Em 1694, eles lideram o ataque que irá destruir a ‘Cerca do Macaco’, capital de Palmares. Destruíram-na completamente e ferem seu líder, Zumbi, o qual consegue fugir.

No dia 20 de Novembro, Zumbi é delatado por um de seus capitães, Antônio Soares, e morto pelo capitão Furtado de Mendonça. Tinha 40 anos de idade.

 

08 – Maria Bonita

Maria Bonita casou-se muito jovem, aos 15 anos. Seu casamento desde o início foi muito conturbado.

A cada briga do casal, Maria Bonita refugiava-se na casa dos pais. E foi, justamente, numa dessas “fugas domésticas” que ela reencontrou Virgulino, o Lampião, em 1929.

Um ano depois de conhecer Maria, Lampião chamou a “mulher” para integrar o bando. Nesse momento, Maria Bonita entrou para a história. Ela foi a primeira mulher a fazer parte de um grupo do Cangaço. Depois dela, outras mulheres passaram a integrar os bandos.

Maria Bonita conviveu durante oito anos com Lampião.

Como seguidora do bando, Maria foi ferida apenas uma vez. No dia 28 de julho de 1938, durante um ataque ao bando um dos casais mais famosos do País foi brutalmente assassinado.

Maria Bonita foi a primeira mulheres no cangaço, o que era considerado fraqueza, ela participou de diversos cercos por ser uma exímia atiradora. Suas lendas permeiam as principais histórias da cultura nordestina

 

09 – Rachel de Queiroz

Quinta ocupante da Cadeira 5, eleita em 4 de agosto de 1977, na sucessão de Candido Motta Filho e recebida pelo Acadêmico Adonias Filho em 4 de novembro de 1977.

Raquel de Queirós nasceu em Fortaleza (CE). Estreou como autora de ficção em 1927, com o pseudônimo de Rita de Queirós, publicando trabalho no jornal O Ceará, de que se tornou afinal redatora efetiva.

Em fins de 1930, publicou o romance O Quinze, que teve inesperada e funda repercussão no Rio de em São Paulo. Com vinte anos apenas, projetava-se na vida literária do país, agitando a bandeira do romance de fundo social, profundamente realista na sua dramática exposição da luta secular de um povo contra a miséria e a seca.

Recebeu o Prêmio Nacional de Literatura de Brasília para conjunto de obra em 1980; o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal do Ceará, em 1981.

 

 

10 – Rui barbosa

Rui Barbosa, advogado, jornalista, jurista, político, diplomata, ensaísta e orador, nasceu em Salvador, BA, em 5 de novembro. de 1849, e faleceu em Petrópolis, RJ, em 10 de março de 1923. Membro fundador, escolheu Evaristo da Veiga como patrono da cadeira nº. 10 da Academia Brasileira de Letras.
Foi um dos organizadores da República e coautor da constituição da Primeira República juntamente com Prudente de Moraes. Ruy Barbosa atuou na defesa do federalismo, do abolicionismo e na promoção dos direitos e garantias individuais.

Notável orador e estudioso da língua portuguesa e da cultura nordestina, foi membro fundador da Academia Brasileira de Letras (1897), ocupando a cadeira n.º 10, e seu presidente entre 1908 e 1919.

Foi candidato à Presidência da República, na chamada “campanha civilista”, contra o militar Hermes da Fonseca. Apesar de ser considerado um ícone do republicanismo brasileiro, Ruy Barbosa se desencantou com o sistema político que ajudou a implementar, realizando vários comentários anti republicanos em seus últimos anos de vida.

 

11 – Maria Quitéria

Maria Quitéria de Jesus Medeiros nasceu no Sítio do Licurizeiro (cujo nome faz referência à Syagrus coronata), uma pequena propriedade no Arraial de São José das Itapororocas, no atual município de Feira de Santana, no estado da Bahia.

Aos 19 anos Maria Quitéria pediu autorização ao pai para se alistar. Sendo o pedido negado pelo pai, Maria Quitéria de Jesus Medeiros fugiu, dirigindo-se à casa de sua meia-irmã, Teresa Maria. Vestindo-se como um homem, com as roupas do cunhado, dirigiu-se à vila de Cachoeira, onde alistou-se no Regimento de Artilharia sob o nome de Medeiros.

Anos depois seguiu com o seu Batalhão para participar da defesa da ilha de Maré e, logo depois, para Conceição, Pituba e Itapuã, participando de batalhas também na foz do Rio Iguaçú, integrando a Primeira Divisão de Direita. Em fevereiro de 1823, participou com bravura do combate da Pituba, quando atacou uma trincheira inimiga, onde fez vários prisioneiros portugueses (dois, segundo alguns autores), escoltando-os, sozinha, ao acampamento.

No dia 20 de agosto foi recebida no Rio de Janeiro pelo imperador em pessoa, que a condecorou com a Imperial Ordem do Cruzeiro, no grau de Cavaleiro. Concedeu a D. Maria Quitéria de Jesus o uso da insígnia de Cavaleiro da Ordem Imperial do Cruzeiro. Uma das principais mulheres da cultura nordestina.

Além da comenda, foi promovida a Alferes de Linha, posto em que se reformou, tendo aproveitado a ocasião para pedir ao Imperador uma carta solicitando ao pai que a perdoasse por sua desobediência.

 

12 – Antônio Conselheiro

Antônio Vicente Mendes Maciel nasceu em 13 de março de 1830, na cidade de Quixeramobim, interior do Ceará.

Em 1957 Antônio casa-se com Brasilina Laurentina de Lima, jovem filha de um tio seu. No ano seguinte, o jovem casal muda-se para Sobral, onde Antônio Vicente passa a viver como professor do primário. Em 1861 flagra a sua mulher em traição conjugal. Envergonhado, humilhado e abatido, abandona o local e vai procurar abrigo nos sertões do Cariri, já naquela época um pólo de atração para penitentes e flagelados, iniciando aí uma vida de peregrinações pelos sertões do nordeste.

Em 1877, o Nordeste do Brasil passa pela Grande Seca, uma das mais calamitosas secas de sua história; bandos armados de criminosos e flagelados promovem justiça social “com as próprias mãos” assaltando fazendas e pequenos lugarejos, pois pela ética dos desesperados “roubar para matar a fome não é crime”.

Anos depois, cansado de tanto peregrinar pelos sertões e então sendo um “fora da lei”, Conselheiro decide se fixar à margem Norte do Rio Vaza-Barris, num pequeno arraial chamado Canudos. Nasce ali uma experiência extraordinária, os desabrigados do sertão e as vítimas da seca eram recebidos de braços abertos pelo peregrino, era uma comunidade onde todos tinham acesso à terra e ao trabalho sem sofrer as agruras dos capatazes das fazendas tradicionais.

O lugar atraiu milhares de agricultores pobres, índios e escravos recém-libertos, que começaram a construir uma comunidade igualitária.

Em 1896 ocorre o episódio que desencadeia a Guerra de Canudos: em 24 de novembro desse ano, é enviada a primeira expedição militar contra Canudos, sob comando do Tenente Pires Ferreira. Em 5 de abril de 1897 tem início a quarta e última expedição contra Canudos; desta vez o cerco foi implacável; até muitos dos que se rendiam foram mortos; eliminar Canudos e seus habitantes tornou-se uma questão de honra para o exército.

Assim Antônio Conselheiro é morto e o arraial de Canudos é completamente destruído. Sua persona, ideias e histórias moram na cultura nordestina até os dias de hoje.

 

 

13 – Caetano Veloso

Caetano Veloso é um músico brasileiro, um dos criadores do Movimento Tropicalista no Brasil, nasceu em Santo Amaro da Purificação, na Bahia, no dia 07 de agosto de 1942.

Em 1960, a família vai morar em Salvador. Nessa época, Caetano ganha um violão e canta com sua irmã Maria Betânia (1946), em bares de Salvador.

O grande marco de sua carreira foi o lançamento, em 1968, do disco “Tropicália ou Panis et Circensis”, disco-manifesto de que participavam, Gil, Gal, Tom Zé, Nara Leão.

Em 1976, Caetano Veloso, Gal, Gil e Betânia formam o grupo “Doces Bárbaros” gravam “Os Mais Doces dos Bárbaros” e excursiona por todo o Brasil.

Ao longo de sua carreira, recebeu diversos prêmios, entre eles, o Grammy Award – Melhor Álbum de World Music, com o álbum “Livro”, em 2000, Grammy Latino – Personalidade do Ano 2012, Grammy Latino – Melhor Canção Brasileira de 2014, com “A Bossa Nova é Foda”, entre outros.

 

14 – Chico Science

Chico Science (1966-1997) foi um cantor e compositor brasileiro, um dos principais representantes do “movimento mangue beat”.
O Movimento “Mangue beat” se desenvolveu nas cidades do Recife e Olinda, e logo entrou na cena musical do país. Além da mistura dos ritmos, o grupo desenvolveu uma forma própria de exprimir visualmente essa mistura, com o uso do chapéu de palha, típico da cultura nordestina e pernambucana, o óculos escuro, camisas estampadas, tênis e colares coloridos.
O grupo “Chico Science e & Nação Zumbi”, formado por Chico Science lançou seu primeiro disco “Da Lama ao Caos”, onde se destacaram as músicas “A Praieira” e “A Cidade”, que fizeram parte da trilha sonora das novelas .

O segundo disco “Afrociberdélia”, de 1996, teve a participação de Gilberto Gil, Marcelo D2 e Fred Zero Quatro. A música “Maracatu Atômico”, canção de Jorge Mautner e Nelson Jacobina, que fez sucesso em 1973, na voz de Gilberto Gil, se transformou em hino do grupo. No auge do sucesso, Chico Science sofreu um acidente de carro quando seguia pela rodovia que liga o Recife à Olinda, no Complexo de Salgadinho.
Chico Science faleceu no Recife, no dia 2 de fevereiro de 1997.

 

15 – Jorge Amado

Jorge Amado nasceu a 10 de agosto de 1912, na fazenda Auricídia, no distrito de Ferradas, município de Itabuna, sul do Estado da Bahia.

Fez os estudos secundários no Colégio Antônio Vieira e no Ginásio Ipiranga, em Salvador. Neste período, começou a trabalhar em jornais e a participar da vida literária, sendo um dos fundadores da Academia dos Rebeldes.

Publicou seu primeiro romance:  O país do carnaval, em 1931.

Em 1945, foi eleito membro da Assembléia Nacional Constituinte, na legenda do Partido Comunista Brasileiro (PCB), tendo sido o deputado federal mais votado do Estado de São Paulo. Jorge Amado foi o autor da lei, ainda hoje em vigor, que assegura o direito à liberdade de culto religioso. Jorge Amado e um dos maiores escritores do Brasil a falar sobre cultura nordestina.

A obra literária de Jorge Amado conheceu inúmeras adaptações para cinema, teatro e televisão, além de ter sido tema de escolas de samba em várias partes do Brasil. Seus livros foram traduzidos para 49 idiomas, existindo também exemplares em braile e em formato de audiolivro.

Jorge Amado morreu em Salvador, no dia 6 de agosto de 2001. Foi cremado conforme seu desejo, e suas cinzas foram enterradas no jardim de sua residência.

Uma surra de cultura nordestina para a gente se deleitar nesses dias.

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