Loja

8 músicas nacionais que marcaram gerações: para ouvir e relembrar!


• 7 mins de leitura
8 músicas nacionais que marcaram gerações: para ouvir e relembrar!

Dentre os grandes patrimônios da brasilidade e da cultura nacional, as músicas brasileiras compõem um grande acervo de obras de arte em forma de som, melodia, ritmos e gêneros. São letras, arranjos e composições que marcam gerações e, de certa forma, ajudam no processo de formação de identidades – seja como indivíduo ou como brasileiro.

O Brasil é um país de enormes proporções, o que garante uma diversidade imensa de músicas e estilos, de norte a sul, em todas as regiões, que influenciaram (e ainda influenciam) não só quem nasceu aqui, mas também quem é de fora, a amar a miscelânea musical única e que transborda brasilidade!

E, também, não poderia ser diferente: a música, por si só, é uma forma de arte que inspira, encanta, emociona e ensina. Sob o embalo dos acordes, a letra, palavra cantada, é um convite à viagem e, assim como a literatura, a música também possui seu valor transformador.

Diante do cenário de cortes e maus tratos às expressões culturais, redescobrir os clássicos da música nacional que fazem parte da nossa identidade é uma forma de relembrar que arte de qualidade ainda é produzida em nosso país.

O texto de hoje é uma lista inteiramente dedicada aos grandes sucessos que marcaram gerações e que, com certeza, deveriam fazer parte daquela playlist de nacionais no seu aplicativo de música. Acompanhe a leitura que a gente conta tudo:

Clássicos atemporais: 8 (e mais) músicas nacionais para sua playlist

Você sabe o que é preciso para que uma música ou qualquer outro tipo de arte se torne um clássico? Já discutimos sobre isso em um outro post, no qual revisitamos os clássicos da literatura nacional – não deixe de conferi-lo também!

Em se tratando de clássicos da música brasileira, é impossível não pensar em Tropicália, Bossa Nova, MPB (Música Popular Brasileira), samba e muitos outros movimentos e gêneros que se consagraram como parte do ser brasileiro. No ritmo dessas composições, desafiamos regimes opressores, festejamos, nos alegramos, nos emocionamos… vivemos intensamente!

Mas, como você já sabe, a diversidade musical do Brasil é imensa, de forma que outros estilos musicais como o forró, o rock, o axé, o funk e o sertanejo também merecem lugar de destaque entre os grandes.

Já deu para perceber que tudo o que envolve brasilidade é grande, diverso e único, né? Então vamos à playlist para ouvir em casa, durante a quarentena, para sextar no ninho, ir ao trabalho e onde mais você desejar:

Festa (Luiz Gonzaga/Milton Nascimento)

Seja pela sanfona de Luiz Gonzaga ou pela voz de Milton Nascimento, nossa lista já começa em clima de festa! Ambas as músicas compartilham o mesmo título e a mesma temática, mas possuem significados diferentes.

Milton Nascimento sentando em uma poltrona de bermuda

Gonzaga e Milton celebram a vida sob perspectivas diferentes. O embalo da sanfona traz alegria pela chegada da chuva ao sertão e, com ela, o milho pro céu apontando, o feijão pelo chão enramando. A festa de Milton Nascimento é uma homenagem aos sentimentos, afinal, nas palavras do artista: Todos os sentimentos me tocam a alma, alegria ou tristeza.

Seja como for, uma festa é sempre um ótimo início de playlist, especialmente de músicas nacionais! Já ouviu alguma dessas canções? Conte-nos o que achou!

Anunciação (Alceu Valença)

Um ótimo exemplo de música que vem marcando gerações há décadas é Anunciação, de Alceu Valença. Lançada em 1983, a canção, que mistura forró e MPB, traz uma forte mensagem que, até hoje, gera diversas interpretações, entre as quais amor, misticismo, otimismo e esperança.

Alceu Valença de óculos escuro usando sua camiseta Tu Vens

Que tal (re)descobrir a obra-prima de Valença e deixar sua interpretação aqui embaixo? Você também pode aproveitar e conferir Morena tropicana, outro clássico do artista! Nós da Chico Rei amamos tanto as composições que criamos estampas exclusivas para as nossas camisetas de temática musical!

Aquele abraço (Gilberto Gil)

Aquele abraço, lançada em 1969 é, como o próprio nome diz, uma canção de despedida. Foi concebida por Gilberto Gil pouco antes de se exilar em Londres, durante a ditadura militar que perseguiu e censurou artistas e opositores ao regime de opressão.

Gilberto Gil com as mãos juntas em forma de gratidão

Muitas das músicas que fazem parte da nossa identidade foram compostas e interpretadas nesse período, a exemplo de Roda viva, de Chico Buarque, que denuncia a censura e a falta de liberdade. Tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu.

A música de Gilberto Gil é, também, uma homenagem ao Rio de Janeiro, a outros artistas, bairros, escolas de samba e estados brasileiros. A composição é tão parte da identidade nacional que foi escolhida como uma das músicas de apresentação do Brasil durante a cerimônia de encerramento das Olimpíadas de 2012, em Londres.

Ou seja, trata-se daquelas músicas que todo brasileiro precisa ouvir pelo menos uma vez na vida, certo?

Jack Soul Brasileiro (Fernanda Abreu/Lenine)

Homenagem a Jackson do Pandeiro, à alma brasileira (soul, em inglês), à cultura nacional e à brasilidade musical, Jack Soul Brasileiro (já que sou brasileiro) é o tipo de canção que representa o Brasil tão bem quanto o samba e o futebol.

A música incorpora diferentes estilos musicais, como o forró, a MPB e o rock em uma mistura de ritmos e sonoridades que traduzem, em forma de música, toda a riqueza e diversidade cultural do nosso país.

Lenine de com as mãos para trás usando sua

A canção foi originalmente lançada como single para o álbum Raio X, de Fernanda Abreu e consagrou-se em definitivo na versão solo de Lenine, em 1999. Aliás, você conhece a expressão A vida é tão rara? Trata-se de um trecho de outra canção do artista, chamada Paciência e que, com certeza, também deve ser incluída nessa lista de sucessos!

Carta de amor (Maria Bethânia)

Essa lista não ficaria completa sem Maria Bethânia, conhecida pelas letras extremamente líricas e poéticas. Carta de amor faz jus ao nome, explorando as várias faces do sentimento e de seus similares, como o medo, a justiça, o afeto e a diversidade.

Maria Bethânia se apresentando com dois músicos ao lado

O sincretismo religioso, a poesia e, em essência, o amor são temáticas abordadas pela artista nos 7 minutos da canção. Carta de amor é uma experiência e, nas palavras de Bethânia: Vivo de cara pro vento na chuva e quero me molhar. Por isso, vale a pena molhar-se na chuva de arte da canção e nos dizer como foi a experiência!

Para complementar a temática do sincretismo religioso, recomendamos o álbum Rito de passá, de MC Tha. A produção é recente (2019), mas já caminha em direção à lista dos grandes, por mesclar elementos de religiões de matriz africana, como os tambores, a ritmos como o funk, synth pop, MPB e mais.

Na sua estante (Pitty)

Quem nunca entoou em alto e bom som o refrão de Na sua estante? Música número um da sofrência amorosa, a canção, lançada em 2005, é a prova de que o rock também está atrelado à identidade nacional do brasileiro!

Pitty catando em um palco com toda a banda ao fundo

Para variar a playlist, vale a pena incluir outras composições da cantora em sua lista, tais como Equalize, Me adora e Admirável chip novo, referência à obra de Aldous Huxley e de onde vem a tão conhecida frase “pane no sistema, alguém me desconfigurou".

Águas de março (Tom Jobim e Elis Regina)

Quando se juntam dois dos maiores compositores e cantores do Brasil, o resultado não poderia ser outro: um clássico atemporal. É o caso de Águas de março, composta por Tom Jobim e interpretada por ele e Elis Regina em 1974.

De tão icônica, a canção ocupou o segundo lugar na lista das 100 maiores músicas brasileiras da revista Rolling Stone em 2009. Águas de março dispensa apresentações e, caso nunca tenha ouvido, aproveite este momento para plugar os fones e dar o play agora mesmo!

Minha Alma [a paz que eu não quero] (O Rappa)

Paz sem voz não é paz, é medo. Os versos entoados por Marcelo Falcão, vocalista da banda carioca O Rappa, expõem a realidade não só do Rio de Janeiro, mas de um lado negligenciado e não tão bonito do Brasil – o do descaso, da violência e da marginalidade.

Todos os integrantes do O Rappa, encostados em uma parede de tijolo

Por meio da música é possível entrar em contato com essa realidade que, independentemente da distância, é real e precisa ser combatida. O Rappa faz isso por meio da arte e da mistura do rock e do reggae, que, juntamente com as letras de caráter social, dá à banda, que encerrou suas atividades em 2018, a marca inconfundível dos clássicos atemporais.

Extra: clássicos que não acabam mais!

Como dissemos, é impossível sintetizar em uma única lista toda a diversidade musical que faz parte do acervo nacional e da nossa história. Grandes nomes como Caetano Veloso, Rita Lee, Os Mutantes, Roberto Carlos, João Gilberto, Cartola, os Caymmis, Jorge Ben, Pixinguinha, Raul Seixas, Mamonas Assassinas e muitos, muitos outros não entraram no post, mas também estão no nosso coração!

Tom Jobim e Elis Regina se abraçando

Por isso, para que você dê início à sua própria lista de reprodução, separamos mais 10 clássicos que você também precisa conhecer, olha só:

Tropicália (Caetano Veloso);

Canto de Ossanha (Baden Powell e Vinicius de Moraes);

Detalhes (Roberto Carlos);

Ando meio desligado (Os Mutantes);

Chega de saudade (João Gilberto);

Mas que nada (Jorge Ben);

Carinhoso (Pixinguinha);

Construção (Chico Buarque);

Trem das onze (Adoniran Barbosa);

O mundo é um moinho (Cartola).

Viu só como a música brasileira é diversificada? Tem opções para todos os gostos e estilos! Agora, que tal conferir outra playlist da equipe Chico Rei, dessa vez para o Dia da Música? Acompanhe todas as atualizações do nosso blog para mais conteúdos como esse!

Até a próxima postagem!


Tags

músicas