De onde vem as tendências?

Nós definimos o que vai acontecer amanhã para que você possa tomar decisões inteligentes hoje. Os nossos analistas mundiais de tendências e cientistas de dados se concentram incessantemente em decodificar o futuro para fornecer uma visão sólida e confiável sobre o amanhã ”

Assim que se auto descreve o site da
WHSN.

Volta e meia a gente manda uns emails falando de tendência ou de coisinhas do tipo. Nós, da Chico Rei, estamos sempre atentos a elas. Lançamos o tie dye, linha básica, fora séries e filmes aplaudidíssimos que volta e meia viram estampa por aqui… Porém, sempre rolou a dúvida:

De onde vêm as tendências?

Batemos um papo com o mestrando de moda da Universidade Federal de Juiz de Fora, Paulo Rodrigues, que nos ensinou a dinâmica:

Até os anos 60, quem ditava as regras da moda eram os ricos, em um sistema de se assimilar com outros ricos (comportamento, roupa, mobília, etc) e se diferenciar das outras classes. Essas classes mais baixas, em uma tentativa de se aparentar com os ricos, acabam por tentar copiá-los, assim os  mais abastados mudavam suas modas para que não houvesse possibilidade de comparação.

A partir dos anos 60, as coisas foram mudando, com os jovens entrando no mercado de trabalho e tendo mais autonomia para se expressar, não seguindo apenas a questão econômica, mas social também, interesses políticos, musicais e etc.

Assim, a moda muda toda a sua dinâmica. As classes mais altas, a alta costura, passam a buscar nessas “tribos” mais marginalizadas inspirações para suas coleções. O próprio jeans comum entre os jovens no meio da revolução industrial passa a ser popular em diversos setores sociais, ou seja, não existe mais uma rigorosa hierarquia.

Entre outras questões mais mercadológicas, como as empresas que criam novos tecidos e cores e precisam vender, as grandes marcas fazem parcerias com essas empresas, e aí os estilistas acabam por criar em cima desses produtos e partindo das revistas, novelas, cinema, etc, e isso vai se colocando como tendência.

Existe uma feira de moda na França que dita estas cores e daqui a 4 anos elas vão ser tendência, aparecendo em todos os lugares com ajuda da publicidade.

Também existem os “coolhunters”, que vão buscar nas ruas as tendências, colocam câmeras, ficam olhando, fazem algumas perguntas pra ver o que os jovens estão usando pra começar a produzir em cima disso. Esta volta dos novos clubbers, dos anos 90, nas prateleiras é muito desses “coolhunters”, que observaram essa tendência entre os jovens e as empresas estão assimilando.”

Pois é, ainda tem o chamado “Zeitgeist”, um conceito de inteligência compartilhada que possibilita que pessoas em locais distintos tenham ideias parecidas, um lance mais pós-moderno, pra quem curte.

Louco, né? Agora que estamos todos mais sabidinhos, divulga a nossa News pra galera, porque sempre tem coisa legal 😉

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