Mc Kevinho, Chico Science e a higienização da música brasileira.

No dia 23/08/2017, o jornalista Chico Barney fez uma comparação entre o Mc Kevinho, funkeiro paulista, com o cantor e compositor pernambucano Chico Science em um artigo para o site UOL. O artigo pode ser encontrado nesse link aqui.** O artigo, muito bem escrito, foi amplamente criticado por argumentos muito complicados, como: *“Comparar esse lixo a Chico Science??? Só podem estar de sacanagem!” “Só LIXO!!! Axé, funk e sertanejo!” **“Essa matéria foi o maior e o pior lixo que já li em toda a minha vida, horrível, mais

Science, bitch!

Mesmo já tendo se passado 20 anos sem Chico Science, nosso xará continua um passo à frente do nosso tempo. Esse mangueboy, eterno cientista da música brasileira, nos brindou com uma mistura inusitada de ritmos regionais (como o maracatu rural e embolada) com rock, soul, hip hop, funk e música eletrônica. Um verdadeiro banho de cultura pop. Ouso dizer que desde a Tropicália, só o Manguebeat foi capaz de impactar e mudar o rumo da produção cultural brasileira. Um Satélite na Cabeça O manguebeat teve sua origem a partir de

O DNA da MPB

Você já ouviu um americano tentando tocar bossa nova? Por mais que o artista estrangeiro se esforce para reproduzir todas as notas da partitura, sempre vai faltar aquele tempero inexplicável, aquela malemolência que só o brasileiro possui. Concorda? Mas qual seria o segredo que faz o nosso batuque ser tão irresistível? Outro dia eu assisti o documentário Chef’s Table no qual Alex Atala conta que só descobriu o verdadeiro significado da culinária brasileira quando foi provocado pelo Erick Jacquin (master tompêrro chef brésil), que disse “você é um bom