Contatos imediatos de miopia comportamental

Eles estão entre nós! E se esforçando muito para tal feito. Não se trata de invasão alienígena, ou de outra forma inteligente. É bem mais terreno que isso. Para alguns, é extremamente doloroso realizar atos simplórios à Maioria. Nada de empecilhos físicos, indo muito além das rampas de acesso para cadeirantes – o que também valeria uma problematização, né!?!  

Existe um consenso normativo que nos é apregoado desde a primeira infância. Retroalimentado dia após dia, até que nos tornemos partícipes ativos da sociedade. Uma teia de valores, jogando luz no que seria razoável. Mas… E se por algum motivo, em momento oportuno, saíssemos desses trilhos doutrinários… Construindo uma estrada particular para um entendimento diferenciado do mundo?

Quem com fezes fere, com fezes será ferido!

Pense na cruza entre um São Bernardo e um Lulu da Pomerânia… Não há vaselina no mundo que faça “as coisas” se encaixarem. Mas se algum geneticista insistir na hibridização, teremos fruto certo: a discórdia. Transladando ao homo sapiens: Kid Bengala fornicando com Jyoti Amge – 63 cm; recorde Guinness de menor mulher do mundo. Deus! Não escrevi isso! Desconsidere, só queria analogias perfeitas, iniciando uma dissertação sobre Noções Particulares de Realidade.

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Quando os Pandas retribuírem as bofetadas

Claro que empunhar um taco de basebol e quebrar a porra toda é mais interessante. Não se envergonhe caso tenha ímpeto em fazê-lo. Fúria, Raiva, Ranço e toda sorte de sentimentos inflamáveis. Combustíveis gratuitos, abundantes e não raros feito o petróleo, mas tão nocivos quanto. É impossível desviar de tais emoções: lidar é melhor que asfixiar.

Arremessar a cadeira no vidro da sala do chefe, após um esporro homérico em público. Imagine a plástica cinematográfica dos movimentos. Tentador, não?! Mas a praxe versa diferente: envermelhar-se de Fúria, perante a impotência do “não reagir” e conseguinte manutenção do emprego. Trespassar a barreira entre o “sentir” e o “agir impulsivamente” é preocupante. Tanto quanto a cultura de supressão e condenação de emoções explosivas – condicionantes à aceitação pacífica, interiorização de sentimentos danosos e destruição das capacidades reativas do indivíduo.

Dois Futuros bem Passados, cebola, picles, num pão com gergelim!

Sentir saudades daquilo que não se viveu… Sequela da lobotomia vintage a que somos submetidos diuturnamente. Parou pra pensar que um percentual considerável de nossas memórias são construídas? O carinho com que se assiste à “Stranger Things 2”, por exemplo… Não é condizente a quem nasceu na virada dos 80’s para os 90’s. Quem tinha dois anos em 1989, não é apto para comentários convictos sobre ombreiras enormes, polainas e mangas bufantes. Biologicamente e excluindo espiritualismos, nessa idade, inexiste cognição rememorativa para tal.

O escriba, por oportuno, não é nenhum jovenzinho, tendo seis aninhos em 89. Nas suas lembranças… Apenas a reprodutibilidade de filmes da Sessão da Tarde; e a posterior literatura almanaquista valorizando a “década perdida”. Feito um rasgo no espaço/tempo, digamos que o escriba “viveu os oitenta nos noventa”, achatando o nariz na TV. E também em 2000, consolidando memórias que não suas, ao devorar um “Almanaque Anos 80”, ganho de amigo oculto. Exercício último levado no beiral da depressão, quão saudosista esteve por algo que não lhe pertencia.