História do Café e dicas para as e os apreciadores

História do café, Hummm…

Vem coisa nova por aí, e pra gente entrar no clima, vamos falar sobre a história do café.

Juntei um monte de informações bacanudas sobre essa bebida capaz de levantar qualquer segunda-feira.

Pra galera que, como eu, ama, idolatra e segue à risca os mandamentos da garrafa térmica, durante a leitura** têm dicas e curiosidades em negrito**.

Venham junto comigo nessa viagem pela história do café, uma das bebidas mais populares do mundo!

história do café cafezal

A história do café

A planta de café é originária da Etiópia, fazendo parte da vegetação natural do lugar até os dias de hoje. Porém, a cultura e o desenvolvimento do café se deram na península Arábica.

Pouco se sabe sobre o que chamou atenção no consumo da planta. O mais aceito é uma lenda, em que um pastor de ovelhas da Absínia (atual Etiópia), chamado Kaldi, percebeu que seu rebanho ficava muito mais “disposto” quando consumia uma planta específica.

Kaldi levou os grãos para um monge conhecido, que resolveu experimentá-los em um infusão com água quente. O insumo lhe permitia mais atenção em suas meditações e proporcionava maior durabilidade de seus momentos espirituais.

“Na península arábica, a infusão do café recebeu o nome de “kahwah” ou “cahue” Já na língua Turco otomana era conhecido como “kahve”, cujo significado original era “vinho”. O nome “Coffea arabica” foi dada pelo naturalista Lineu.”

O fruto, de início, era consumido cru, mascado e servia de estimulante, mas seu consumo ainda era pouquíssimo difundido.

Só no século XVI, durante o antigo Império Otomano, os primeiros grãos de café foram torrados, para se transformar na bebida, e no mesmo período foi fundada a primeira cafeteria do mundo, chamada de “Kiva Han”.

“Entre os árabes, não era consenso a maravilhosidade do café, pois alguns achavam que as propriedades do grão iam contra as leis do profeta Maomé. Porém, logo essa resistência foi vencida, e até o grande escalão dos monges se rendeu ao consumo do café”

O bebida tornou-se de grande importância para os Árabes, que tinham total controle sobre o cultivo e preparação da planta. Seu consumo gerava tanta estima, que os grãos eram mantidos em segredo pelos produtores, proibindo qualquer estrangeiro de se aproximar das plantações. Essa informação é muito importante sobre a história do café, e nos ajuda a entender a demora da difusão da planta.

A importância vinha motivada pela religião, na qual a ingestão de álcool por qualquer muçulmano é permanentemente proibida. Logo, o café supriu a lacuna de bebidas estimulantes para fins recreativos.

Dessa forma, surgiram locais específicos para servir a bebida. Na cidade de Meca, surgiram as “Kaveh Kanes”, primeiras cafeterias .

“Fora de pergaminhos, a semente de café não brotava, portanto, somente nessas condições as sementes poderiam deixar o país”

Quando chegou ao continente europeu, o café levava o nome de “vinho da Arábia”. Chamavam a bebida de “qahwa”, que significa “vinho”.

A história do café que consumimos hoje, começou a tomar forma a partir do comércio da bebida e grãos, que chegaram à Europa através de Viena, na Áustria. Lá os vienenses fundaram a “Botteghe del Caffé”, que popularizou o hábito de torrar e moer os grãos, coar, e tomar com ou sem leite. Surge na história do café, com isso, o famoso café vienense.

“Os grandes locais de produção de café são de clima tropical. As lavouras com plantas da espécie arábica, em geral, ficam em locais mais altos e com proximidade à Linha do Equador.”

Mas, apenas os holandeses conseguiram cultivar as primeiras mudas longe do continente asiático, fato que possibilitou ao café ser uma das bebidas mais consumidas do velho continente.

Assim, o café seguiu seu rumo ao sucesso e se alastrou para o resto do mundo. De início para as colônias holandesas, depois África, ilhas francesas Sandwich e Bourbon, até a Guiana Francesa e Holandesa, chegando ao norte do Brasil, que se tornaria o maior produtor mundial de café, e o segundo maior consumidor do mundo.

“Em 1881-1890 o café era o produto mais exportado no Brasil, com a porcentagem de 61,5.”

Tipos de café

Você tava achando que a história do café era só geográfica? Vamos falar de como o próprio grão foi fazendo a sua, variando pelas plantações em todo o mundo.

Existem dois tipos de planta de café: Arábica e Robusta (Conilon), e os mais consumidos são do tipo Arábica. Eles também são os “melhores”, por possuírem menos cafeína, aroma mais intenso e um adocicado natural. Os da planta Robusta são mais fortes em cafeína e em resistência às pragas nas lavouras. O café que consumimos hoje, em nossas casas, é uma mistura das duas plantas.

“Se você gosta de café adoçado, experimente tomá-lo puro. Quando sem aditivos, é possível sentir o gosto das harmonizações e sabores que a torra do café oferece. É uma outra experiência de se tomar café”

historia do café robusta

Coffea Canephora (Robusta)

Essa variedade da planta é muito difundida na África, Ásia, Indonésia e Brasil. Seu ambiente de plantio ideal é em altitudes compreendidas entre o nível do mar.
Nessas regiões, quentes e úmidas, os grãos evoluem melhor. A planta Robusta cresce mais rápido que a Arábica, e é mais resistente a parasitas. Floresce várias vezes por ano, e, por isso, sua produção por é ligeiramente superior à Arábica.
O café que bebemos atualmente, é produzido a partir dos frutos destas duas espécies, que produzem sabores e aromas bem distintos. É o que chamamos de Blends, ou para ficar mais claro, harmonização dos grãos.

“Os grãos de café mais claros são os que têm mais cafeína. Contrariamente, são os graus mais escuros que têm menos cafeína.”

HISTORIA DO CAFÉ CAFÉ arábica

Coffea Arabica

É a variedade mais doce, com mais aroma, e com uma acidez bem sutil. A planta é bastante delicada e necessita de tratamentos intensos. Os melhores lugares para plantio são em grandes altitudes de países tropicais, com um frio bem mais ameno e seco. Os maiores cultivadores desta espécie são os países da América do Sul e Central. Esse grão desenvolveu diversas variedade dele mesmo, Bourbon, Mundo Novo, Catuaí, entre outros.

**Café Bourbon
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É uma variação de café que com toda a certeza já entrou na sua caneca. O Café Bourbon é o mais popular no mercado cafeeiro, e um dos grãos mais consumidos no mundo todo.A diferença? Seu adocicado natural. É plantado no Brasil há mais de 150 anos. Hoje, a variedade é produzida com excelência em regiões como o Cerrado Mineiro e no Norte do país.

Café Mundo Novo

Os frutos são uniformes, e têm um processo interessante de maturação durante as três floradas. Na primeira se colhe 10%, na segunda 80%, e na última 10%. Isso possibilita um café de muita qualidade, devido à baixa quantidade de grãos verdes na colheita.

“O Melhor Café Gourmet depende de como os grãos são torrados e moídos. Todos os tipos de café podem produzir excelentes Cafés Gourmets.”

Café Catuaí

É um café leve e suave, com acidez média, sendo possível tomá-lo sem açúcar até para os que não têm esse hábito. Em maiores altitudes, tem sua performance mais interessante, pois possibilita o grão de absorver os açúcares do processo de maturação com maior intensidade.

Ele pode ser encontrado de dois jeitos. Amarelo, que produz uma bebida menos encorpada, e vermelho, com uma bebida mais encorpada e intensa.

“São ainda plantadas em pequena escala as espécies Libéria, na África e Índia, e a Racemosa, na África.”

Por que bebemos café?

A razão mais óbvia é porque ele fornece cafeína. Quem não ama esse impulso de energia vindo de uma saborosa xícara de café logo pela manhã?
Uma caneca de café é parte da própria história do café. Apenas um gole dessa delícia, e você tá incluído na grande cadeia de produção agrícola, cultural e produtiva, de diversas formas, iniciada há mais de mil anos na Etiópia.

“O tipo de água usada no preparo do café é muito importante. A água de torneira, mesmo depois de aquecida, pode conter pequenas partículas sólidas que alteram o sabor da bebida. Por isso, prefira água mineral ou filtrada.”

O amor por café é grande desde sempre! Em 1475, na Turquia, foi promulgada uma lei permitindo à mulher pedir o divórcio, caso o marido fosse incapaz de lhe prover uma quantidade diária da bebida.

As propriedades estimulantes do café são muito difundidas, obviamente. O café gera hoje um mercado milionário, não só pelas ocasionais acordadas, mas por sua gama de apreciadores cada vez mais especializados.

“Para um expresso normal ou curto, é recomendado usar 50 ou 30 ml de água e 7g de café. Para um café em pó com filtro de papel, cinco a seis colheres de sopa de café para cada litro de água. A água não deve chegar ao ponto de fervura, e deve se despejar a água primeiro nas bordas do filtro, depois no centro, sem auxílio de colher.”

história do café cafezal 2


***Ai, delícia, né?! Amo a história do café!

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