Em terra de Youtube, toda testa é outdoor!

O nervo temporal pulsa em semi-derrame, a cada chamada para o Globo Play. Publicidade via TV aberta, convidando a pagar por conteúdo fechado na Internet: zona livre essencialmente. A contraposição requinta o esdrúxulo, quando outro bastião da televisão abre pernas à gratuidade de informação. Do aneurisma midiológico, se vai ao orgasmo estratégico, vendo os episódios do Masterchef integralmente disponibilizado no Youtube.

A insustentável leveza do tem que se fudê prá aprendê!

“As melhores práticas para sua Reprogramação Mental – Ligue agora e agende uma consulta com nossos Benfeitores!” Reprogramação Mental! Sente o quão pesado é o termo? Parece pinçado da mais POP das epopeias retro-futuristas: Laranja Mecânica, onde o jovem Alex, na cadeia, é submetido a um experimento de engenharia social, regado a drogas e hipnose, com resultados catastróficos! O que não significa ser a tal Reprogramação Mental desastrosa (essa marca de camisetas aí poderia re-re-reeditar a ClockWork Banana, né!?!).   

Antecipando-se às críticas, façamos mea culpa: nada aqui se sabe sobre Reprogramação Mental, além do que foi visto num comercial de TV. Reiterando, atemo-nos ao peso da terminologia e não à técnica em si. E porque usar “Nossos Benfeitores” em vez de “Nossos Profissionais”? Benfeitores é tão messiânico/charlatão. É tão… Arapuca para capturar corações partidos, laçar espíritos doloridos, fisgar cérebros combalidos – todos com alguma segurança nos bolsos, dispostos a comprar soluções para as chapuletadas que a vida nos dá.