Fomos ao show do Foo Fighters e contamos tudo pra você!

No último domingo, 25 de janeiro, o templo do futebol virou a mecca do Rock n’ Roll. Mais de 50 mil pessoas lotaram o Maracanã, numa noite de muito calor, dispostos a fazer o clima esquentar ainda mais!

E conseguiram. Duvida? Então confira nossa resenha abaixo:

Foto por Vinícius Pereira

Antes de tudo, uma constatação: o Foo Fighters tem o público mais diverso que existe na face da terra. Não é como num show do Iron Maiden ou da Lady Gaga em que você identifica os fãs com facilidade. É gente de todos os estilos e todas as idades. Tinha avô com neto, pais acompanhando filhos (ou o contrário), grupos de amigos, casais, excursões de tudo quanto é lugar -“veio da caravana de onde?” – mas todos com um mesmo sentimento, a mesma vontade de ver ao vivo esta máquina de hits que se tornou o Foo Fighters.

Foi difícil conter a ansiedade para o início do show que começou pontualmente com a novíssima Something from Nothing, do recém-lançado álbum Sonic Highways, e já nos primeiros acordes deu para perceber que a noite seria inesquecível. Afinal, todo mundo sabia a letra da música nova deixando os Foos de queixo caído pela calorosa recepção da cidade maravilhosa.

[Last night's still ringin' in my head. "Who are yooou?" Foo F*ckn' Fighters kickin' some asses! #FooFighters #thepretender #brasil #2015](https://instagram.com/p/yVL66Ii42Y/)

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Depois disso veio uma sequência avassaladora de clássicos emendados sem parar para respirar: The Pretender, Learn to Fly, Breakout, Arlandria e My Hero. Ou seja, somente após as 6 primeiras músicas os caras tiveram tempo de falar com a plateia, que por sinal continuava gritando muito mais alto que eles.

Mr. Grohl aproveitou para dizer que estava muito feliz por retornar ao Brasil no ano em que o Foo Fighters completa 20 anos de atividade e por isso eles iriam fazer um show de quase três horas de duração com as melhores músicas de todos os álbuns da banda. Promessa cumprida no ato ao início de Big Me, do primeiro disco, seguida por Congregation, do mais recente. Tocadas desta maneira, nesta ordem, deu para perceber claramente a evolução musical gigante do grupo.

Foto por Vinícius Pereira

Em seguida foi a vez de todo mundo descabelar com Walk e Cold Day in the Sun. E assim foi, um hit seguido por outro e por outro e por outro com inúmeras jams, até o momento em que Dave Grohl pegou seu violão e foi cantar lá no meio da plateia. Sim, você percebe que um cara é muito rock n’ roll quando ele consegue dominar um estádio inteiro num set acústico, simples e intimista que teve Skin and Bones, Wheels e Times Like These, esta última tocada metade só voz e guitarra e o restante com a banda reunida num palquinho giratório no meio do campo. Este parece ser o momento mais divertido do show para os caras, quando eles relembram suas influencias prestando tributos a dinossauros da música como Kiss, Rush, Faces e Queen.

[Publicação](https://www.facebook.com/video.php?v=771368662949703) by [Ana Luíza Rezende](https://www.facebook.com/analuiza.rezende.18).
 

Foo Fighters Maracanã

Para finalizar, os caras prometeram voltar mais vezes desde que todo mundo gastasse toda a energia restante nas últimas 3 músicas. “Missão dada é missão cumprida, parceiro.” As clássicas *All My Life, Best of You *e Everlong tiveram um coro de 60 mil pessoas emocionadas cantando, berrando e celebrando a música da melhor maneira possível!

["Is someone getting the best of you?" #FooFighters #Maracana #RioDeJaneiro #2015](https://instagram.com/p/yVLSBwi41K/)

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Os celulares substituíram os isqueiros apontados para cima criando um espetáculo de luzes emocionante! Nem vale a pena entrar na discussão sobre como o mundo real está perdendo espaço para o virtual, pois naquela noite a tecnologia provou ser um importante instrumento de interação. E mais do que isso! Todo mundo queria levar pra casa um pouquinho daquele show. As pessoas se abraçavam felizes por estarem ali e todos queríamos deixar registrado aqueles momentos incríveis. Cada ponto de luz é uma perspectiva diferente. Cada vídeo é um registro individual de um momento vivido coletivamente. Talvez hoje sejamos todos fotógrafos amadores, mas no melhor sentido da palavra: aquele que faz porque ama e não por profissão.

Mas, enfim, voltando ao que importa. Acompanho a carreira desta lenda viva (A.K.A. o cara mais simpático do rock) desde o Nirvana e posso dizer que a cada ano o trabalho de Dave Grohl fica mais completo. Presente em todos os momentos do show, com um carisma invejável, o cara é simplesmente uma máquina de hits. Se a cada álbum que lançam, os shows ficam maiores e melhores, então que venham mais novos discos e shows de 4 ou 5 horas. A gente vai adorar e cantar do início ao fim!

[Put your lights on! #FooFighters #Maracana #RioDeJaneiro](https://instagram.com/p/yUKz7hC47r/)

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