Viajo ou fotografo? – Parte 2

Ainda agregado ao texto anterior, vou exemplificar matematicamente a “desnecessidade” de uma câmera cara para fotos do dia a dia. Recentemente estive em Goiânia para assistir à corrida da StockCar, munido apenas do meu celular Samsung Galaxy S3, que tem uma qualidade perfeitamente aceitável para qualquer tipo de retrato que tenha luz abundante.

Até então, as fotos gerais do autódromo estavam ficando muito boas durante os treinos de sábado. Percebi que a visibilidade da pista era magnífica e que se eu tivesse um bom zoom, as fotos ficariam perfeitas, enfim… Após o treino, fui passear pela cidade e encontrei numa dessas “feiras de muambas” uma camerazinha que eu já estava namorando há bastante tempo e resolvi comprá-la.

Trata-se de uma Canon SX50hs, que conta com um zoom de 24~1200mm ópticos… Isso mesmo, vinte e quatro milímetros até mil e duzentos milímetros óóópticos… Aí vem algum sabichão e diz: mas ela é “escura”… Claro, ela não é tão luminosa quanto uma f2.8, mas mesmo na f2.8 você não conseguiria fazer uma foto com luz baixa em 150mm sem a ajuda de um tripé (mais uma parafernália pra carregar). Ao contrário de uma camerazinha dessas em que você consegue facilmente usar um f8 em luz baixa com o auxílio do estabilizador de imagem.

A seguir, uma foto que fiz com a minha câmera “sem vergonha” e a foto feita por um colega credenciado pelo Globo Esporte com uma 500mm f4. Outra coisa importantíssima: além de saber dominar o equipamento (qualquer que seja ele), é saber se posicionar. Enfim… Como menciono no primeiro texto, se você não vive efetivamente de fotografia, não há porque ter uma DSLR, a não ser que queira aparecer, pois a qualidade que uma DSLR provê a um amador, mesmo que avançado, é irrelevante mediante a aplicação subaproveitada que ela terá.

Stock Car Foto João Schubert

Foto João Schubert

Stock Car Foto Globo Esporte

Foto Globo Esporte

Mimimis à parte, gaste bem o seu dinheiro.