5 coisas que o The Voice Brasil precisa aprender com o The Voice USA

Vamos lá: você é a maior emissora de TV do Brasil, tem bala na agulha e resolve comprar a franquia do reality show musical mais legal do mundo! Inclusive você pode copiar o formato todinho. Mas nãããão, o que você faz? Vai lá e ó: caga o negócio todo.

O The Voice Brasil tinha tudo pra ser um grande sucesso, mas deixa a desejar e tem MUITO o que aprender com o original. Vamos ver?

1- Técnicos

The-Voice---Técnicos

Não há como negar: eles fazem o programa acontecer! Adam Levine e Blake Shelton estão juntos desde a primeira edição e a sintonia entre os dois é tanta que foi criado um “bromance” pra explicar tanto amor <3

E a cada ano as outras duas cadeiras são ocupadas por novos técnicos: Christina Aguilera e Cee Lo Green, Usher e Shakira, Pharrell e Gwen Stefani. Fraco, né? #sqn Os caras entendem muito de música! Disputam cada candidato com rivalidade, mas de uma forma divertida (sem mimimi, sem berimbau, sem vergonha alheia o tempo todo). São maravilhosos, carismáticos e dá vontade de levar todo mundo pra casa! Diferente daqui que cada vez que um abre a boca faz a gente querer estar morta.
 ##### **2- Treinamento**

Existe uma razão para eles serem chamados de Coaches: TREINAR os candidatos. Todos os técnicos do The Voice USA manjam dos paranauês e dão dicas que fazem a diferença nas apresentações. Desde a escolha das músicas, figurino, presença de palco, voz… tudo é cuidadosamente orientado pelo técnico. É bem legal acompanhar a preparação e evolução de cada candidato ao lado do seu coach. No The Voice BR não dá nem pra saber o que acontece, quase não aparece na edição (mas pelo resultado a gente já sabe que bom não é).

 ##### **3- Batalhas**

Fase mais tensa do programa, em que dois candidatos disputam uma vaga no time do seu técnico. É a fase em que o técnico é fundamental: tem que escolher a música certa pras duas vozes e tirar cartas da manga pra fazer um duelo incrível, daqueles que você não quer que ninguém seja eliminado. A batalha do vídeo abaixo é um exemplo disso. Aliás, foi depois dessa batalha que criaram o “steal” (“peguei” na nossa versão), pois todos acharam injusto ter que eliminar um dos rapazes.

Outro ponto fundamental nas batalhas: a produção. A forma como os concorrentes chegam ao palco, a luz baixa. Faz parecer que eles realmente estão entrando num ringue, deixa todo mundo tenso! Aqui o negócio é morto, apagado, clima de final de festa de 15 anos tocando Whisky a Go-Go.##### **4- Edição**

Grande parte do fracasso da versão brasileira é por causa da edição do programa. E sabemos que não é por falta de verba nem competência, que isso na Globo tem de sobra. Parece preguiça mesmo, tratam o público do The Voice Brasil como se fosse o público do Zorra Total (faz qualquer porcaria aí que o povo curte).

Lá fora, além do programa ter um clima todo diferente e superproduções na fase de apresentações ao vivo, eles ainda nos presenteiam com ótimos vídeos dos bastidores, entrevistas, brincadeiras entre técnicos e candidatos.

##### 5- Votação

O The Voice USA passa na TV americana duas vezes na semana e a coisa fica mais fácil: shows em um dia, abertura da votação ao final de todas as apresentações e resultado no dia seguinte. Simples, prático e justo. Nas fases finais ainda tem o “Instant Save”, onde o público pode salvar um dos candidatos pelo Twitter.

Aqui é tudo no mesmo dia, super corrido e a votação abre ANTES das apresentações. Ou seja: você não vota pela apresentação do candidato naquele dia, e sim porque ele é bonitinho, tem história de vida difícil ou qualquer outro critério aleatório. Se fosse pra fazer caridade, era programa do Luciano Huck né?

Ah! Eu ia falar dos candidatos também, mas pra comparar as vozes de lá com as daqui vou precisar de outro post. Fica pro próximo 🙂Ah, e se você curte música boa, não pode deixar de conhecer [as camisetas de música Chico Rei, vem ver!](//chicorei.com/roupas/camisetas-musica_26/)

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