Uma mina negra, da Baixada Fluminense, cientista em construção dizendo que a computação é para todos? Será que engaja? Será que a sociedade aceita? - Por Ana Carolina da Hora

Negra, cientista da computação e moradora da Baixada Fluminense, Ana afirma que “computação é para todos” e hoje divide sua história com a gente em primeiríssima pessoa. Ana criou o projeto Computação da Hora para descomplicar algoritmo, programação e tecnologia. Também faz parte do PerifaConnection, uma “plataforma de disputa da narrativa sobre as periferias”. Eu não posso começar a falar sobre a minha pessoa e meu trabalho sem citar as cinco mulheres responsáveis pelo que eu sou e estou construindo até agora, as minhas mães: minha vó, minha mãe e

Por mais meninas e mulheres na Ciência!

O Meninas e Mulheres na Ciência foi criado em março de 2018 por Fernanda Furtado, graduada em Geologia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. O projeto tem como objetivo incentivar meninas a se interessarem por Ciência, fomentar o debate sobre a desigualdade de gênero no setor e discutir formas de reverter esse quadro. Anualmente, o grupo realiza a Semana de Meninas e Mulheres na Ciência. De forma contínua, promove, ao longo do ano, visitações em escolas com roda de conversa levando profissionais mulheres de diversas áreas. Batemos um

A pesquisadora Juliana Estradioto tem direito a um asteroide para chamar de seu!

Juliana Estradioto tem 19 anos e já coleciona mais de 50 prêmios e menções honrosas em eventos científicos no Brasil e no exterior. Em uma dessas premiações, a gaúcha de Osório, recém-formada no Ensino Médio pelo Instituto de Ciência, Tecnologia e Educação do Rio Grande do Sul, ganhou o direito de batizar um asteroide como reconhecimento pela pesquisa sobre a utilização da casca de noz de macadâmia para produzir uma membrana biodegradável. Já o primeiro lugar na categoria Gerenciamento de Meio Ambiente, na Mostratec, garantiu que ela fosse para a

Já ouviu falar em pobreza menstrual? Conheça Rafaella Gonçalves, criadora do absorvente Maria

Pobreza menstrual se refere à falta de acesso a produtos de higiene e outros recursos necessários ao período. É uma situação bastante comum entre mulheres em situação de vulnerabilidade social. Rafaella de Bona Gonçalves, estudante de Design de Produto na Universidade Federal do Paraná, tem 22 anos e criou um absorvente interno pensando nas moradoras de rua: o Maria. O projeto foi desenvolvido em junho do ano passado, como trabalho de conclusão do curso de especialização em Design - Soluções de Impacto para o Futuro. Rafa elegeu o primeiro objetivo