Vale mais um interesseiro agindo, que dois militantes twittando

Comecemos a crônica mais uma vez com aquele círculo retórico/ratoeira-pega-leitor: polemizar, lançar premissa e respondê-la com temperinhos sarcásticos-bem-humorados-autodepreciativos. É um ridículo esse Escriba! Tão burlesco que, até pra fazer boa ação, usa de segundas intenções. Há tempos ele parou de jogar mãos aos céus, pedindo, pedindo e nada acontecendo. Sua credibilidade nas encruzilhadas também não tá lá essas coisas. Belzebu lhe processou por falsificação, porque assinava seus pactos com sangue alheio. E já que num tava conseguindo nada de cima, nem de baixo, resolveu-se por ser um interesseiro do

O raio caiu duas vezes no mesmo saco

Porque a força mística que rege o mundo há de recompensar os para-raios de maluco. É tu, com esse padrão astral diferenciado, rearranjando moléculas numa sina: mesmo você se esforçando em repelir, atrai os doidão tudo pra sua vida. Num dá pra fugir de maluco não! É tipo Zumbilândia: corte a cabeça de um e aparece uns catorze do nada, querendo comer-lhe o cérebro… Ou escutar uma palavra de conforto, ganhar um abraço revigorante, ou qualquer gesto que reinicie seus aplicativos – travados pela incapacidade dos outros em compreender o jeitinho

Cadastro dos Devedores de Amizade

E se no degelo do desespero você encontrar contigo mesmo? Jorrando icebergs do mesmo estômago que descansam sapos, centopéias e ratazanas… Gelo seco trincando copos de puro Bourbon de Cana, duma alambicagem secreta que nem Don Pablo ousaria traficar. E se nesse mesmo bucho pousasse a mais perfeita das feijoadas, quão saborosa quanto lisérgica… A ponto da onda alcalina digestiva transmutar-se num tapete mágico – flutuando beijos de língua com o passado; salivando cachaça como combustível. Entendeu alguma coisa? Nem eu! Peripécias gastronômicas à parte: concretemos os dois pés no chão,

Guerra Infinita de Comida!

Frango de padaria ladeando a macarronada. Resolveram trocar o sagrado líquido negro do capitalismo – que não deixa de ser maravilhoso por isso – pelo novo refri de tangerina albina de Madagascar. Nem precisava tanto pra que o tio esquerdopata, barbudo e de camisa vermelha, arremessasse um pão com salame no irmão. Com calça social terminada num mocassim, o agredido saca uma coxinha, bombardeando de volta. E antes do sobrinho Golpista, que Impeachmou a Coca pela Fanta-sabor-desgraça-familiar, gritar “guerra de comidaaaa!”… A matriarca berra: “chegaaaa! Respeitem ao menos o almoço de domingo”

Contatos imediatos de miopia comportamental

Eles estão entre nós! E se esforçando muito para tal feito. Não se trata de invasão alienígena, ou de outra forma inteligente. É bem mais terreno que isso. Para alguns, é extremamente doloroso realizar atos simplórios à Maioria. Nada de empecilhos físicos, indo muito além das rampas de acesso para cadeirantes – o que também valeria uma problematização, né!?!   Existe um consenso normativo que nos é apregoado desde a primeira infância. Retroalimentado dia após dia, até que nos tornemos partícipes ativos da sociedade. Uma teia de valores, jogando luz no que

Quem com fezes fere, com fezes será ferido!

Pense na cruza entre um São Bernardo e um Lulu da Pomerânia… Não há vaselina no mundo que faça “as coisas” se encaixarem. Mas se algum geneticista insistir na hibridização, teremos fruto certo: a discórdia. Transladando ao homo sapiens: Kid Bengala fornicando com Jyoti Amge – 63 cm; recorde Guinness de menor mulher do mundo. Deus! Não escrevi isso! Desconsidere, só queria analogias perfeitas, iniciando uma dissertação sobre Noções Particulares de Realidade. Vamos lá: um tema aleatório, porém polêmico; e duas pessoas se digladiando verbalmente em torno dele. Por conta de

Quando os Pandas retribuírem as bofetadas

Claro que empunhar um taco de basebol e quebrar a porra toda é mais interessante. Não se envergonhe caso tenha ímpeto em fazê-lo. Fúria, Raiva, Ranço e toda sorte de sentimentos inflamáveis. Combustíveis gratuitos, abundantes e não raros feito o petróleo, mas tão nocivos quanto. É impossível desviar de tais emoções: lidar é melhor que asfixiar. Arremessar a cadeira no vidro da sala do chefe, após um esporro homérico em público. Imagine a plástica cinematográfica dos movimentos. Tentador, não?! Mas a praxe versa diferente: envermelhar-se de Fúria, perante a impotência

Dois Futuros bem Passados, cebola, picles, num pão com gergelim!

Sentir saudades daquilo que não se viveu… Sequela da lobotomia vintage a que somos submetidos diuturnamente. Parou pra pensar que um percentual considerável de nossas memórias são construídas? O carinho com que se assiste à “Stranger Things 2”, por exemplo… Não é condizente a quem nasceu na virada dos 80’s para os 90’s. Quem tinha dois anos em 1989, não é apto para comentários convictos sobre ombreiras enormes, polainas e mangas bufantes. Biologicamente e excluindo espiritualismos, nessa idade, inexiste cognição rememorativa para tal. O escriba, por oportuno, não

Em terra de Youtube, toda testa é outdoor!

O nervo temporal pulsa em semi-derrame, a cada chamada para o Globo Play. Publicidade via TV aberta, convidando a pagar por conteúdo fechado na Internet: zona livre essencialmente. A contraposição requinta o esdrúxulo, quando outro bastião da televisão abre pernas à gratuidade de informação. Do aneurisma midiológico, se vai ao orgasmo estratégico, vendo os episódios do Masterchef integralmente disponibilizado no Youtube. Oportunamente, salve o chef juizforano… E brindemos à Band, por estender a monetização de seu principal produto à Internet. Diferente da TV, se não há no Youtube intervalos para

A insustentável leveza do tem que se fudê prá aprendê!

“As melhores práticas para sua Reprogramação Mental – Ligue agora e agende uma consulta com nossos Benfeitores!” Reprogramação Mental! Sente o quão pesado é o termo? Parece pinçado da mais POP das epopeias retro-futuristas: Laranja Mecânica, onde o jovem Alex, na cadeia, é submetido a um experimento de engenharia social, regado a drogas e hipnose, com resultados catastróficos! O que não significa ser a tal Reprogramação Mental desastrosa (essa marca de camisetas aí poderia re-re-reeditar a ClockWork Banana, né!?!).    Antecipando-se às críticas, façamos mea culpa: nada aqui se sabe sobre Reprogramação